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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Tente Outra Vez...

 
Jonas Salk, que juntamente com Albert Sabin, descobriu a vacina contra a poliomielite, compreendeu o conceito de ser corajoso. Certa vez, alguém lhe perguntou: Depois de ter conseguido esta façanha extraordinária, que pôs fim à palavra poliomielite em nosso vocabulário, como o senhor encara seus 200 fracassos anteriores?

Sua resposta foi: Eu nunca tive 200 fracassos na vida. Minha família nunca os considerou fracassos. Eles serviram de experiência para que eu pudesse aprender mais. Acabo de realizar minha 201ª descoberta. Ela não teria sido possível se eu não tivesse aprendido com as 200 experiências anteriores.

Winston Churchill também foi um homem de coragem. Ele não se intimidava diante de seus erros. Quando cometia um, ele o analisava cuidadosamente. Um dia alguém lhe perguntou:

Senhor Winston, qual foi a sua experiência na escola que melhor o preparou para liderar a Grã-Bretanha nas horas mais sombrias?

Churchill pensou por alguns instantes e respondeu:

Quando fui repetente no curso médio.

O senhor considerou isso um fracasso?

Não – replicou Winston – tive duas oportunidades para acertar. Essas lições de vida nos dão ensejo de refletir sobre nossa própria maneira de encarar os fatos. Quando tentamos resolver um problema de uma forma e não logramos êxito, não temos aí um motivo para desistir ou nos sentir derrotados. Podemos considerar que já sabemos mais uma maneira que não deve ser usada.

Os insucessos não são fracassos, mas experiências que, se considerados como lições, podem nos ajudar a aprender mais depressa. Quem caminha pode cair, mas não precisa ficar no chão. Quem anda pode tropeçar, mas não necessita ficar lamentando o ocorrido. Quem está trabalhando pode tomar uma decisão equivocada, mas isso não é motivo para desistir.

Somente quem não realiza nenhuma atividade não corre riscos. Mas também não dá nenhum passo à frente. Fica estacionado no mesmo lugar.

O fato de uma ação nossa não trazer o resultado esperado, não quer dizer que tenha sido um fracasso. Pode ser, sim, mais um aprendizado. Mais uma experiência que se soma às demais.

Por todas essas razões, você não deve se deixar derrotar pelas tentativas que não tiveram o êxito esperado. Cada tentativa, vitoriosa ou não, será sempre uma experiência a mais no arquivo do seu aprendizado.
Pense nisso!

Thomas Edison fez mil experiências para conseguir inventar a lâmpada. Um jovem repórter perguntou o que ele achava de tantos fracassos. Edison respondeu: "não fracassei nenhuma vez. Inventei a lâmpada. Acontece que foi um processo de 1.000 passos."

E assim foi que, de experiência em experiência, ele conseguiu a incandescência dos filamentos da lâmpada elétrica.

Isso tudo porque ele não desistiu diante dos inúmeros insucessos.

Pense nisso! E se você já tentou várias vezes e não deu certo, tente outra vez!

 Rascunho da música Tente Outra Vez do Raul Seixas

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Morre uma Escrava, Nasce uma Preta Velha


A senzala exalava o calor de um local superlotado, o suor de mais um dia brutal de trabalho, e o medo de novas ordens ou atitudes desmedidas.

O breu já se formava lá fora em noite sem lua, que prometia chuva. Nenhuma luz entrava pelas frestas da taipa desgastada pelo tempo e não se viam os animais que penetravam, insetos noturnos. Havia sempre o risco de uma cobra por baixo do tapete improvisado que protegia do chão áspero, feito de folhas de bananeira e palha de folha de cana. Por isso, sempre havia aqueles encarregados de bater todo o espaço com varas de bambu, para espantá-las. Um ou outro pequeno candeeiro, pois sinhozinho não gostava de gastar óleo de baleia com negros.

A senzala quadrangular era dividida em quatro setores: os homens de um lado, mulheres de outro, as mulheres com filhos recém-nascidos num terceiro canto, filhos estes de pele mais clara, e alguns até de olhos verdes. Os pretos e as pretas não podiam coabitar nem ter filhos, exceto se o “procriador” se destacasse muito pela força e inteligência. Não havia querer, não havia gostar.

No quarto último canto, os velhos, escravos e escravas juntos, já que não se reproduziam mais, haviam conseguido sobreviver à lida, aos maus tratos e à tristeza de ver seu povo sofrendo tanto.Traziam ainda a mente lúcida, sabiam receitas para curar todo o tipo de moléstias, sabiam rezar contra os males do corpo, e aguardavam a madrugada para entoarem seus cantigos nostálgicos, espantarem o banzo, e ensinarem aos outros suas lendas, suas origens e tradições. Alguns incorporavam velhos espíritos das florestas, dos cursos d’água, do fundo da terra, e rendiam seu culto de Fé a Olorum, Orixalá, Oxumaré, Obaluaiê, Iroko, Nanã Buruku e a Abikú, este último, pelo grande número de crianças que morriam. Colocavam em um pequeno pote de barro, o que tinham conseguido trazer escondido do parco almoço, um pouco de fubá, inhame, umas favas de feijão e enfeitavam com flores, completando com Amor e Devoção a singela entrega.

Também rendiam respeito ao Exu Kimbandeiro, pois na senzala só haviam negros bantos. Os caçadores de escravos haviam se espalhado de tal maneira que depois deles não houve mais os Tatás africanos, destruindo na África toda uma cultura milenar. Ou quem sabe era mesmo o momento dela migrar através do oceano para este Brasil que ainda não percebia o tamanho do horror que abrigava em seu generoso chão.

Havia ali naquele pobre albergue desguarnecido, uma velha escrava pequena, de passos miúdos, mãos mágicas que consertavam ossos quebrados, feridas abertas, corações partidos… Não tinha tido tempo de completar sua iniciação de Sacerdotisa em sua Terra, o Congo, quando foi aprisionada e separada dos seus. A solidão, a tristeza, a saudade, a perda das esperanças de ver suas matas novamente, não lhe haviam dobrado a cerviz. Do mesmo modo que era meiga, era firme, e se dedicava ao mundo espiritual incansavelmente, de alguma maneira conseguindo amenizar um pouco o sofrimento daqueles que estavam ali.

Ensinava que seu Povo era de caçadores, mas também guerreiros, e que mesmo desarmados e vencidos, cada negro ali tinha de manter a cabeça em pé, o pensamento focado na superação das provas físicas e a necessidade da solidariedade para obterem um pouco de Paz no seu dia a dia.

Ela já não tinha força para trabalhar no plantio da cana ou na colheita do milho, mas Sinhazinha mais de uma vez havia lhe chamado para curar seus filhos. Assim, ela passava seus dias curando, cantando, sorrindo com seus olhos enevoados pela idade, enquanto tratava das feridas dos que eram castigados.

Mas naquela noite sem Lua, com a chuva já encharcando o chão, deixando o sono de todos ainda mais desconfortável, subitamente o capataz da fazenda invade o local, destrancando e abrindo a porta com violência gritanto: “Um negro desgraçado fugiu, Uma fuga, uma vida.”! E agarrou o adolescente Jerônimo, que embora jovem era muito alto e forte, além de mostrar grande personalidade. Jerônimo iria pagar pela fuga. Com força descomunal para seu tamanho, na hora do derradeiro golpe do facão, Maria Quimbandeira desviou a arma certeira, salvando o menino, mas ela própria caiu, transpassada pela lâmina, e em pouco tempo sucumbiu, sem um gemido.

Acordou junto a sua floresta africana, em meio a uma linda dança de encantados. O grande Babá-Egun a ela se dirigiu lhe dando o comando de duzentos guerreiros e disse:

“ Babá Maria, sua missão na Terra findou, mas se inicia aqui uma muito maior, junto aos homens, embora nenhum deles poderá vê-la. Irás ainda por muito tempo vagar o Planeta, com a finalidade de proteger os homens do mal, e junto com outros milhares que estão fazendo o mesmo trabalho, até o dia em que poderás sentar à beira deste riacho e descansar. Agora não, que é tempo de muitas modificações e auxílio aos homens encarnados. Eis que sai de cena a velha Maria e surge a Vovó Maria da Pemba, sempre protegendo, amparando, fortalecendo e abençoando seus protegidos”.

Eis mais uma linda e comovente história de ascensão de uma alma, que se dedica até hoje, no silencio de outros planos a semear o Bem, amar incondicionalmente, a velar por aqueles que lhes afinizam, desmanchando demandas quebrantos e mazelas.

Salve Vovó Maria da Pemba! Salve a Sua Luz e a Sua Coroa! Adorei a Almas! Salve a África! Salve a Bahia! Salve o nosso Brasil!
        
Por Alex de Oxóssi - Rio Bonito/RJ

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Como Mudar sua Energia - Estratégias Mentais



Estratégias Mentais (o que você deve fazer de dentro para fora)

1. Pense sempre, de forma positiva. Toda vez que um pensamento negativo vier à sua cabeça, troque-o por outro! Para isso, é preciso muita disciplina mental. Você não adquire isso do dia para a noite; assim como um “atleta”, treine muito.

2. Não tenha medo de nada e ninguém.
O medo é uma das maiores causas de nossas perturbações interiores.
Tenha fé em você mesmo. Sentir medo é acreditar que os outros são poderosos. Não dê poder ao próximo.

3. Não se queixe. Quando você reclama, tal qual um ímã, você atrai para si toda a carga negativa de suas próprias palavras. A maioria das coisas que acabam dando errado, começa a se materializar quando nos lamentamos.

4. Risque a palavra “culpa” do seu dicionário. Não se permita esta sensação, pois quando nos punimos, abrimos nossa retaguarda para espíritos opressores e agressores, que vibram com nossa melancolia. Ignore-os

5. Não deixe que interferências externas tumultuem o seu cotidiano. Livre-se de fofocas, comentários maldosos e gente deprimida. Isto é contagioso. Seja prestativo com quem presta. Sintonize com gente positiva e alto astral

6. Não se aborreça com facilidade e nem dê importância às pequenas coisas. Quando nos irritamos, envenenamos nosso corpo e nossa mente.
Procure conviver com serenidade e quando tiver vontade de explodir, conte até dez

7. Viva o presente. O ansioso vive no futuro. O rancoroso, vive no passado. Aproveite o aqui e agora. Nada se repete, tudo passa. Faça o seu dia valer a pena. Não perca tempo com melindres e preocupações, pois só trazem doenças.

Saravá vossas Forças! Paz e Luz...

sábado, 3 de setembro de 2011

Marinheiros na Umbanda



Ser marinheiro de Umbanda significa ser eterno amante do mar e de seus mistérios, significa auxiliar pessoas e espíritos necessitados com os recursos do mar, dos mistérios das águas. Os marinheiros são milhares de espíritos que em suas últimas encarnações viveram do mar, pelo mar e para o mar, dentro de embarcações. Alguns navegaram, outros submergiram nas águas profundas, outros foram arrastados pelas ondas para dentro dele e outros foram levados para outros lugares pelas correntes marítimas. Esses espíritos, quando encarnados, foram capitães do mar, comandantes de navios, soldados da marinha, bucaneiros, piratas, pescadores, navegantes e todos os eternos amantes do mar e dos seus mistérios.

Os marinheiros, no lado espiritual, vivem submersos no fundo do mar, a realidade aquática da vida, que é a região do povo d’água, os seres aquáticos elementais da água. Nessa dimensão aquática, a água os deixa firmes, ao contrário do que acontece quando incorporados. Na matéria, cambaleiam de forma ondulada, balanceando, ao liberar o poder de seu mistério por meio de ondas magnéticas no campo espiritual do médium e do templo. Seus magnetismos absorvem muito do álcool do corpo do médium e, para não paralisar nenhuma das funções de se médium e dar fluidez e volatilidade às suas vibrações de espíritos, expandindo seus campos magnéticos, estabilizando e equilibrando a incorporação, utilizam a energia do rum ou da cachaça para executar as funções que lhes cabem.

Incorporados em seus médiuns, os marinheiros se movimentam e dançam como se estivessem se equilibrando sobre o tombadilho de um barco ou de um navio em alto mar, mas o que realmente acontece é que eles se manifestam sob a irradiação de Mãe Yemanjá, cujo magnetismo faz com que eles tenham os movimentos das ondas do mar. Podem ser regidos também por outras mães d’água, como Nanã, Oxum e até mesmo Obá, formando uma linha de “povos da água”. Seus magnetismos aquáticos dão a impressão de que o solo está se movendo sob seus pés e por isso eles imitam os marujos nos tombadilhos dos navios.

Esses espíritos são extrovertidos, alegres e cordiais, colocando os consulentes à vontade. São magos nos mistérios aquáticos e trazem-nos a possibilidade de libertação dos nossos entraves. A forte vibração da energia aquática dilui cargas trevosas, purifica pessoas e ambientes e atua no trabalho de cura. Mãe Yemanjá é a senhora do lado de cima da Grande Calunga, o mar, e Omolu é o senhor do lado de baixo da Pequena Calunga, a terra, e sustentador do eterno vai-e-vem das águas.

HEI! MARUJADA!

Fonte http://www.seteluzesdivinas.org

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A Importância dos Cambonos na Umbanda



O cambono (Cambone), na verdade, é um médium em desenvolvimento ou que não incorpora.

O seu trabalho dentro do Templo é tão importante quanto o dos demais médiuns e, mesmo sem estar incorporado, ele é parte integrante de todo o trabalho espiritual, pois os Guias Espirituais se utilizam dele para retirar as energias que serão utilizadas no atendimento aos consulentes.

Muitas vezes, um Guia Espiritual tem dificuldades de adentrar no íntimo do consulente devido à densidade energética presente na pessoa e lança mão da presença do cambono e, através deste, fazendo como que “uma ponte”, consegue auscultar o íntimo da pessoa.

O cambono, antes de qualquer coisa, é pessoa de extrema confiança do Pai ou Mãe da casa, assim como da entidade que estiver atendendo; portanto, caso perceba qualquer coisa estranha, qualquer coisa que não faça parte dos procedimentos normais, deve reportar-se ao Guia-chefe ou ao Pai ou Mãe da casa na mesma hora.

É por isso que é tão importante, e necessário, que o cambono saiba todos os procedimentos de trabalho e todas as normas da conduta que entidades e médiuns devem ter dentro do Templo.

O fato de auxiliar nas consultas exige que o cambono seja discreto e mantenha sigilo sobre tudo o que ouvir, não se esquecendo de que ali estão sendo tratados assuntos particulares e que não dizem respeito a ninguém além da pessoa que estiver sendo atendida e da entidade.

O sigilo é um juramento de confiança que todos os cambonos devem ter e fazer.

O QUE É SER UM CAMBONO
Os Cambonos são médiuns de sustentação, e são tão importantes quanto os médiuns ostensivos (de incorporação mediúnica) nos trabalhos de uma Casa Umbandista; eles também devem seguir certos procedimentos e ter a mesma dedicação e responsabilidade.

O Cambono, médium de sustentação, é aquele trabalhador, com mediunidade ostensiva ou não, que está presente ao trabalho, mas que não participa diretamente do fenômeno nem dos procedimentos de incorporação mediúnica para atendimentos.
Como o próprio nome diz, embora não esteja envolvido diretamente no fenômeno ou na assistência, faz a sustentação energética do trabalho, mantendo o padrão vibratório elevado por meio de pensamentos e sentimentos elevados.

Ao contrário do que se pensa, os médiuns cambonos de sustentação são tão importantes quanto os médiuns de incorporação, pois são eles que ajudam a garantir segurança, firmeza e proteção para o grupo e para o trabalho, enquanto os médiuns de atendimento fazem a sua parte e desenvolvem o trabalho assistencial.

REQUISITOS IMPORTANTES PARA SER UM BOM CAMBONO:

Responsabilidade
- O cambono precisa conhecer a mediunidade e tudo o que diz respeito ao trabalho com a espiritualidade.

Firmeza mental e emocional
- É responsável pela manutenção do padrão vibratório durante o trabalho. O cambono deve ter grande firmeza de pensamento e sentimento a fim de evitar desequilíbrios emocionais e espirituais que poderiam pôr a perder a segurança do trabalho.

Equilíbrio vibratório
- Como trabalha principalmente com energias que movimenta com os seus pensamentos e sentimentos o cambono, deve ter um padrão vibratório médio elevado, a fim de poder se manter equilibrado em qualquer situação e poder ajudar o grupo quando necessário.

Ausência de preconceito
- O cambono não pode ter qualquer tipo de preconceito. Ele não está ali para julgar ou criticar os casos que tem a oportunidade de observar, mas para colaborar para que sejam solucionados da melhor forma, de acordo com a sabedoria e a justiça de Deus.

Discrição
- O cambono nunca deve relatar ou comentar, dentro ou fora da casa, as informações que ouve, os problemas dos quais fica sabendo e os casos que vê nos trabalhos de que participa.

CONCLUSÃO
Como vimos, não é tão fácil ser um cambono. Para ser um, é preciso aprender tudo sobre os Orixás, os Guias Espirituais, o Templo e, principalmente, sobre a conduta que deve adotar durante as giras e por toda a sua vida.


Fonte: Trecho extraído do livro: O ABC do Servidor Umbandista – Pai Juruá – No Prelo

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Os Desígnios do Amor



O que é amor?

Suncê já amou alguma vez?

Como começa o amor?

Estas três perguntas já se passaram na cabeça de muitos zifios com outras roupagens ou outras palavras.

O que é Deus?

Deus suncê não consegue enxergar, não consegue tocar, suncê acredita Nele?

Acontece que suncê pode sentir Deus, pois Ele pode te ver, te tocar e sempre vai te amar por que Deus é o amor mais puro que existe em todo o universo, é a força suprema de todo o mundo, é aquele que está sempre presente até quando suncê não acredita Nele, pois Deus é sabedoria....

Mas suncê deve de estar se perguntando por que não se falou de amor até agora e nem quais são os seus desígnios só que suncê está se esquecendo de uma coisa: se tudo aquilo que existe hoje nós podemos tocar, sentir e ver é por que Deus, de tão supremo que é, deu uma parte da sua essência para criar tudo o que existe, muito mais ofertou Jesus com todos os seus ensinamentos e exemplos para todos aqueles que precisavam se “redimir” dos seus pecados.

Suncê já entendeu o que é amor?

Então, se não entendeu, este preto-velho pode explicar: amor tem quatro letras e Deus tem quatro letras, então Deus é igual amor e amor é igual a Deus.

Agora suncê entendeu?

Se entendeu pode começar a praticar, se não entendeu eleve o seu pensamento a Deus para que possa sentir o que é o amor puro.

Que Deus abençoe todos aqueles que precisam e ainda não conseguiram sentir a magnificência do Seu amor, pois Zambi-Nosso-Pai em toda Sua bondade, sabedoria e amor nunca se esqueceu de nenhum dos seus filhos.

Desde o inicio de todos os tempos Zambi sempre se fez presente em todas as coisas criadas neste mundo de terra: do menor cisco de areia a árvore mais frondosa, do menor animal ao maior, da menor pedra até a maior montanha.

O amor está presente em todos os lugares a demonstrar a beleza da vida em toda sua plenitude.

Suncê já parou pra observar o nascimento de uma borboleta? As várias fases que a lagarta passa dentro do casulo até a abertura deste com a força da frágil asa da borboleta recém-nascida? A natureza é sábia, não é?

E se antes da metamorfose da lagarta em borboleta nós furássemos o casulo para tentar ajudá-la a sair de dentro dele o que aconteceria? Ela sairia com mais facilidade não é? Essa facilidade seria benéfica para a borboleta? Não zifio, esta facilidade não é benéfica para a borboleta!!! Pois a borboleta quando nasce precisa de asas fortes para voar e quando impomos a ela a facilidade do corte no seu casulo pensando que estamos ajudando, na verdade estamos atrapalhando, pois para ter asas fortes a borboleta precisa fazer força para sair de dentro do seu casulo, se não houver o esforço por parte da borboleta as asas dela serão fracas e não agüentarão o peso do próprio corpo impedindo-a de voar e fazendo com que morra de fome, pois ela precisa das asas fortes para poder voar até os lugares mais altos afim de encontrar o seu alimento.

Suncê já parou pra pensar que é igual a uma lagarta em metamorfose para virar borboleta?

A vida de suncês tem várias fases desde o nascimento ao desencarne e é necessário que em cada fase suncês vão quebrando os casulos das dificuldades e problemas que aparecerem na vida de suncês com resignação, sabedoria e humildade por que são estas dificuldades que fortalecerão as asas do espírito de suncês a voar para a próxima fase. E é assim, de fase em fase, que o espírito de suncês vai adquirindo força moral e sabedoria necessárias para fortalecer o par de asas que leva o espírito a angelitude: a asa do amor e a asa da razão.

Zifio, mas talvez até agora suncê deve de estar se perguntando: e o amor?

Suncê ainda não entendeu o que é o amor? Amor é vida, amor é plenitude.

O amor e seus desígnios, zifio, é tudo aquilo que suncê sentado na frente de um preto-velho pode sentir.

Qual é o amor maior? Não é o amor do pai pelo seu filho? Quem é o seu pai zifio?

Se suncê num sabe este preto-velho pede licença para dizer que é Zambi, O pai supremo que tem amor incondicional por todos os seus filhos.

Talvez, ainda assim, suncê até agora deve estar se perguntando: mas quais são os desígnios do amor?

Se suncê ainda não entendeu, então nêgo-véio também pede licença pra responder: é sua vida e tudo aquilo que está presente nela zifio.

Então zifio, agora que suncê sabe o que são os desígnios do amor é só fazer um bom proveito da oportunidade sagrada que é a sua existência.


Mensagem de um espírito amigo.

Fonte http://pedrorangelsa.blogspot.com/
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