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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Os Véus da Dor...



Oh! Senhor dos Mundos… Onde estás? Que não te ouço mais, desde aquele instante-luz – marco na eternidade de minha percepção consciente, dito como livre-arbítrio!

Instante maldito em que, usando de minha vontade, desci às terríveis regiões cósmicas da ignorância – do desconhecido!…

Onde estás?! Onde estás agora, Senhor?! Quando as chagas da dor, de sofrimento mil, vêm marcando como fogo esta minha alma, através de tantas e tantas encarnações e nesta se consubstanciaram na tremenda exigência desse testemunho de fogo.

Oh! Senhor das Vidas! Quão rígido é sentir-se os véus da dor abrir o íntimo da consciência e revelar em quadros retrospectivos a soma das ações contundentes, com as quais feri, da esquerda para a direita, a esses e aqueles!…

Oh! Senhor da Eternidade! Quão terrível é ver se rasgar os Véus da Dor, sentindo consciente interpenetrá-la, nas profundas razões – de causas e efeitos, geradoras dessas condições, já marcadas no ritmo da conseqüência…

Mas, oh! Senhor das Almas! Afirmo-te que conscientemente: mais dolorosa que essas dores, foi a revelação que a mim veio… Passarão as noites e os séculos, aos milhões, na repetição que a mim veio… Passarão as noites e os séculos, aos milhões, na repetição incessante dos Ciclos e, entretanto, a libertação final se encontra tão longe ainda, quanto a distância-luz que me falta para ascender, através das galáxias, à Linha de Evolução Original – aquela de onde vim…

E é por isso, Senhor, que sofro a desesperação de um saber, preso às células orgânicas que desgastei, no entrechoque das lutas e das emoções!…

Sim, sim Senhor das Vidas! Porque estas células sensíveis conservam, no íntimo de sua natureza, a marca dos “espinhos” que rasgaram os véus da minha vontade, dos meus desejos, desnudando-me a alma para a vertigem das encarnações…

Sim! Ainda conservo a lembrança de meu primeiro pranto consciente, porque vi, impressas nas lágrimas derramadas, as sendas que havia construído no passado…

Elas, Senhor, se uniam como linhas, no final, formando um caminho e nele eu “me via frente a frente com meu ponto-crucial.”

Mas, oh! Senhor das Consciências! Quantas vezes – TU bem o sabes – consegui afastá-lo, pelas mil artimanhas de meu espírito… e, no entanto, ontem senti uma imperiosa necessidade de enfrentá-lo e hoje, ele – esse ponto crucial, rasga mais
um véu, o da grande dor, no testemunho consciente da prova que aceitei e deu nesta vida…

Agora, oh! Senhor da Suprema Lei, que parece tudo haver passado como um furacão, me ajuda a esquecer – porque, perdoar eu já o fiz – as dolorosas impressões que ainda estão aferradas em minha alma, de tantas e tantas traições, de tantas e tantas punhaladas e de tantas e tantas incompreensões…

Retirado do Livro: LIÇÕES DE UMBANDA E QUIMBANDA NA PALAVRA DE UM “PRETO-VELHO” – W.W. DA MATTA E SILVA (Mestre Yapacany)

O uso da Pemba na Umbanda



A pemba é um objeto presente nos rituais Africanos mais antigos que se conhecem. É fabricada com o pó extraído dos Montes Brancos Kimbanda e a água que corre no Rio Divino U-Sil. É empregada em todos os Rituais, Cerimônias, festas, reuniões ou solenidades africanas.

Os médiuns e as Entidades Espirituais que atuam no Centro de Umbanda costumam desenhar pontos riscados com um giz de calcário, conhecido como pemba. Esse giz mineral, além de ser consagrado para ser utilizado nos pontos riscados, também pode ser transformado em pó e utilizado para outros fins de rituais de limpeza e proteção.
Quando uma Entidade se utiliza da pemba para riscar os pontos, ela está movimentando energias sutis que, dependendo dos sinais, pode atrair ou dissipar energias. Esses símbolos estão afins a determinada “egrégoras”, firmadas no astral, há muito tempo. A pemba, quando cruzada, ou seja, magnetizada por uma Entidade, se torna um grande fixador de energias.

A pemba é utilizada para riscar pontos nas pessoas, mas principalmente riscar os pontos no chão. Cada ponto tem um significado que só a Entidade que risca sabe. O ponto quando riscado está criando um elo com o plano espiritual que emana energias, fluídos e vibrações diretamente no ponto. Na maioria dos casos quando é riscado um ponto a entidade põe alguém necessitado dentro dele, é quando a pessoa, às vezes, sente as vibrações, dependendo de sua sensibilidade. É possível também um médium vidente ver os pontos riscados brilharem e emanarem luzes diversas. A cor da pemba varia de acordo com as regras de cada centro e de acordo com cada Entidade. Normalmente ela é branca.

O termo pemba também é utilizado com relação à Lei Maior, ou seja os trabalhadores da Umbanda são filhos de pemba, ou seja, estão sobre a proteção da Lei Maior. Dependendo de sua conduta, cumprindo com suas tarefas no Bem, ele estará protegido, ou caso não aja decentemente, lhe será cobrado para que responda pelo mal que fez e volte a caminhar no Bem.

As entidades espirituais que atuam no movimento umbandista se identificam por meio de sinais riscados traçados geralmente com um giz de calcário conhecido como pemba. Esse giz mineral além de ser consagrado para ser utilizado para escrita magística também, pode ser transformado em pó e utilizado de outras formas em preparações ou cerimônias ritualísticas.
E o termo pemba também é utilizado na Umbanda no sentido de Lei, ou seja, confome o linguajar de Umbanda, se você está sob a Lei de Pemba, você está sob a Lei maior e isso possui sérios agravantes principalmente se o médium se desvirtua de sua tarefa, pois nesses casos a cobrança é imediata. Então, estar sob a corrente de Umbanda, estar sob a Pemba, exige muita cautela, mas por outro lado se o médium procurar cumprir suas tarefas e mantiver uma postura decente, essa mesma lei pode lhe ser favorável e muito útil porque o mesmo terá o auxílio direto das entidades do astral que lhe proporcionarão forças para trabalhar com dignidade. 

Voltando a questão da escrita, não é sem propósito que a Lei é chamada de pemba pois, essa escrita sagrada traduz sinais que estão afins a determinadas egrégoras firmadas no astral a muito tempo. Assim, quando uma entidade de fato traça um sinal de pemba, ela está movimentando energias sutis, que na dependência da variação desses sinais, pode atrair ou dissipar determinadas correntes de energia com muita eficácia. 

Esse assunto é muito complexo para ser aberto em um livro, mas no decorrer dos trabalhos mediúnicos o médium de fato e direto, segundo sua missão, merecimento e afinidades, pode receber determinados sinais diretamente das entidades espirituais que o assistem, no intuito de escudar esse médium contra o assédio do sub-mundo espiritual. 

E se o leitor quiser se aprofundar um pouco mais nesse tema poderá consultar diversas outras obras que tratam com mais profundidade sobre o assunto, em especial recomendamos os livros: ‘O Arqueômetro’ de autoria de Saint Yves D´Alveydre, ‘Pemba- A grafia dos Orixás’ de autoria de Ivan Horácio Costa (mestre Itaoman) e ‘Umbanda – a Proto-síntese Cósmica’ de autoria de F. Rivas Neto (mestre Arapiaga); Essas obras trazem muitas elucidações reais sobre o tema.

No mais, lembramos que esses sinais são de uso exclusivo das entidades vinculadas a corrente astral de Umbanda e sua utilização inadequada por pessoas não habilitadas podem gerar uma série de aborrecimentos bem como atrair determinadas energias e entidades de difícil controle que podem levar o indivíduo às raias da loucura. 

Portanto, é necessária muita cautela nesse tema e é por isso que na maioria dos terreiros, casas, agrupamentos ou templos de Umbanda, as entidades ensinam e utilizam outros sinais mais simples e simbólicos, apenas de efeito elucidativo (por exemplo: corações, machados, espadas etc.), deixando os verdadeiros sinais de pemba velados até que os filhos amadurecem e possam adentrar nesses campos com segurança. Enfim, o importante é procurar trabalhar e deixar que as entidades atuem da forma que elas acharem conveniente porque com certeza elas nos conhecem melhor do que nós próprios pensamos que nos conhecemos...

Fonte:  aumbandamsagrada.blogspot.com

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Valores Humanitários - Por Dalai Lama



A paz e a vida na Terra estão ameaçadas por atividades humanas não compromissadas com valores humanitários.

A destruição da natureza e seus recursos são resultado da ignorância, da cobiça e da falta de respeito pelos seres vivos, incluindo nossos próprios descendentes.

As gerações futuras herdarão um planeta extremamente degradado, caso a paz mundial não se efetive e a destruição da natureza continue nesse ritmo.

Nossos ancestrais viam a Terra como rica e generosa, o que ela realmente é. Muita gente no passado também via a natureza como inexaurivelmente sustentável. Está comprovado que caso cuidemos bem da Terra, ela pode ser efetivamente uma fonte inesgotável de recursos.

Não é difícil perdoar a destruição causada à Terra no passado, fruto da ignorância. Hoje, contudo, temos fácil acesso a todo o tipo de informação e é essencial que examinemos eticamente o que herdamos, quais são nossas responsabilidades e o que passaremos para as gerações vindouras. Muitas dessas gerações poderão não conhecer hábitats, animais, plantas, insetos e microorganismos da Terra. Temos a capacidade e a obrigação de agir e devemos fazê-lo antes que seja tarde demais. O mesmo cuidado que temos em cultivar relações pacíficas com nossos semelhantes, deve ser estendido ao meio ambiente.

E não apenas por uma questão moral ou ética, mas pela nossa própria sobrevivência. Para a geração presente e para as futuras, o meio ambiente é fundamental. Se o explorarmos exaustivamente, podemos receber algum benefício hoje, mas, em longo prazo, sofreremos as conseqüências. Quando o meio ambiente se altera, as condições climáticas também se alteram e, por conseguinte, nossa saúde está sendo muito afetada. Repetindo, a conservação não é meramente uma questão moral, mas sim da nossa própria sobrevivência.

Portanto, para conseguirmos proteção e conservações ambientais mais eficazes, é essencial que o ser humano desenvolva um equilíbrio interno. O desconhecimento em relação à importância da preservação do meio ambiente causou graves danos à humanidade. Precisamos agora ajudar as pessoas a compreenderem a necessidade urgente da proteção ambiental para a nossa sobrevivência.

Se você quer ser egoísta, então seja sábio e não mesquinho em seu egoísmo. A chave está no nosso senso de responsabilidade universal. Essa é a verdadeira fonte de luz, a verdadeira fonte de felicidade. Se esgotarmos tudo o que estiver disponível na Natureza, como árvores, água e sais minerais, e não fizermos um planejamento adequado para as próximas gerações, para o futuro, certamente estaremos em falta. Entretanto, se tivermos um verdadeiro senso de responsabilidade universal como força motriz, nossas relações com o meio ambiente e com nossos vizinhos serão bem mais equilibradas.

Por último, a decisão de salvar o meio ambiente deve brotar do coração do homem. Clamemos a todos para que desenvolvam um senso de responsabilidade universal fundamentado no amor, na compaixão e na clareza de consciência.

Minha mensagem é a prática do amor, da compaixão e da bondade.

Estas qualidades são muito úteis para vivermos nosso cotidiano mais harmoniosamente, e também muito importantes para a sociedade humana como um todo.

Uma profunda compaixão é a raiz de todas as formas de adoração.

Onde quer que eu vá, sempre aconselho as pessoas a serem altruístas e bondosas. Tento concentrar toda a minha energia e força espiritual na disseminação da bondade. É o que há de mais essencial.

A bondade é o que realmente importa. A bondade, o amor e a compaixão combinados são sentimentos que levam à essência da fraternidade. São os alicerces da paz interior.

Com sentimentos de ódio e rancor, é muito difícil alcançar a paz interior. Neste sentido, as religiões e crenças são convergentes. Em todas as grandes religiões do mundo, a ênfase é no espírito de fraternidade.

São os inimigos que verdadeiramente nos ensinam a vivenciar sentimentos de compaixão e tolerância. As guerras surgem porque não há compreensão do lado humano das pessoas. Ao invés de conferências e encontros políticos, por que não convocar as famílias a fazerem um piquenique para que se conheçam mutuamente, enquanto suas crianças brincam juntas?

Nos tempos antigos, quando havia uma guerra, o embate era corpo a corpo. O vitorioso entrava em contato direto com o sangue e o sofrimento do inimigo durante a batalha. Hoje, as guerras adquiriram uma proporção muito mais horrenda. Um homem, sentado em uma sala, aperta um botão e mata milhões de pessoas instantaneamente, sem ao menos ver o sofrimento humano que infligiu. A mecanização da guerra e a automação dos conflitos humanos são, cada vez mais, uma ameaça à paz mundial.

Dalai Lama

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Estudo sobre Espírito, Perispirito e Corpo



ESPÍRITOS

QUEM SÃO?
Espíritos são os seres inteligentes que habitam o Universo, quer estejam encarnados ou desencarnados. Todos nós somos espíritos.

Quando encarnados, possuímos corpo material e corpo espiritual (perispirito). Desencarnados, conservamos apenas o corpo espiritual.

ORIGEM:
O grau de evolução em que nos encontramos ainda não nos permite saber o modo e a época da criação dos espíritos.

Já sabemos, porem, que os espíritos:
- são seres inteligentes criados por Deus;
- tiveram um principio (não são eternos), mas não terão fim (são imortais);
- resultam de individualização do principio inteligente (assim como os seres orgânicos são a individualização do principio material).

Do principio inteligente sempre estão se individualizando espíritos. E, neste sentido, podemos dizer que a criação de espíritos por Deus e permanente e Deus sempre os criou, continua criando e criara sempre.

NATUREZA:
Os espíritos são:
Incorpóreos - entretanto, são alguma coisa; substancia quintessenciada, sutil, etérea;
Indivisíveis - não podem se dividir para estar em dois lugares ao mesmo tempo. Mas irradiam suas forcas e seus pensamentos, agindo com eles a distancia, e suas irradiações e efeitos podem ser então captadas. Com isso, dão as vezes a impressão de estarem em dois lugares diferentes ao mesmo tempo.

FORMA:
         O espírito (ser espiritual, inteligente) não tem forma definida para nos. Analisando-o pelos seus efeitos, podemos dizer que ele e um clarão, uma chama, uma centelha etérea. Essa centelha tem uma colocarão que vai desde o aspecto escuro e opaco ate uma cor brilhante e clara, conforme a evolução do espírito.

SEXO:
O Espírito não tem sexo (na forma como entendemos o sexo na organização material). Não são diferentes os espíritos que animam os homens dos que animam corpos femininos. O espirito encarna, com o sexo que melhor convém a tarefa que necessita realizar naquela existência; e lhe compete usar com equilíbrio, respeito e correção a forma corpórea que lhe foi concedida.

MOVIMENTAÇÃO:
Os espíritos podem movimentar-se com a rapidez do pensamento;  também podem percorrer mais devagar um espaço, observando o caminho percorrido.

A matéria (água, fogo, ar, etc.) não constitui obstáculo para o espírito.

DESTINAÇÃO:
Deus nada cria inutilmente. No conjunto da vida universal, cada ser tem uma função natural a desempenhar, função que, por mais simples que seja, e sempre valiosa e importante.

Os espíritos, criados que são por Deus, também tem, portanto, um papel determinado e útil dentro da Criação. A função que exercem e de acordo com sua capacidade; as funções vão desde a simples animação da matéria ate o executar das ordens de Deus para a manutenção da harmonia universal.

ENCARNAÇÃO:
         O espírito encarna quando se une a matéria formando um corpo para nascer num mundo material.

O espírito pode encarnar neste ou em outros mundos que correspondam ao seu grau de evolução. Seu corpo se formara de acordo com a matéria e leis do mundo que vai habitar.

No mundo em que encarna, o espírito e um agente sobre a matéria de que esse mundo se compõe e sobre os seres que o habitam.

EVOLUÇÃO ANÍMICA:
Exercendo seu papel no Universo, os espíritos evoluem, isto e, desenvolvem e aprimoram suas faculdades; e, quanto mais evoluem, mais usufruem de suas faculdades.

Deus (que e soberanamente justo e bom) estabeleceu igualdade no processo de evolução para todos os espíritos, de tal modo que todos tem:

- um mesmo ponto de partida (todos criados simples e ignorantes);

- as mesmas condições básicas (todos com as mesmas qualidades em potencial) a serem desenvolvidas com seu próprio trabalho e ao longo do tempo;

- a mesma destacando (todos rumam para a situação de espírito puro): a perfeição e a felicidade.

Na Terra, a ligação do espírito com a matéria começou ha muitos e muitos milênios. De inicio, produziu formas minerais, passando depois as vegetais, as animais, ate atingir a formação da espécie humana. Nessa trajetória evolutiva, o principio inteligente foi exercitando suas faculdades; da irritação, passou a sensibilidade, desta ao instinto e do instinto a inteligência, quando, no dizer de André Luiz, alcançou o "pensamento continuo", o circuito completo para a onda mental. Do grau de humanidade, estamos rumando para um novo estado : a angelitude.

ERRATICIDADE:
         Espírito errante e aquele que se encontra no plano espiritual, aguardando nova encarnação num mundo corpóreo, ao qual ainda esta ligado. Erraticidade e o estado do espírito nesse intervalo entre duas encarnações.

O espírito que esta na erraticidade :

- e mais ou menos feliz (conforme foi sua existência no mundo material);

- pode ali permanecer apenas algumas horas ou por milhares de anos;

- progride, adquirindo conhecimentos, modificando suas idéias sobre a vida;

- ainda terá de reencarnar (cedo ou tarde) para experiências e provas nos mundos materiais, onde ira por em prática o que aprendeu, cumprindo seu papel no Universo e continuando seu progresso.

Observação: A condição, situação e possibilidades do espirito dependem sempre de seu estado evolutivo, variando conforme o seu grau de progresso.


PERISPIRITO

O QUE É:
Perispirito e o envoltório semi-material do espírito.

Também o denominam de corpo fluídico ou corpo espiritual.

ORIGEM E NATUREZA:
O perispirito tem sua origem no fluido cósmico universal, retirado do mundo ou plano ao qual o espírito esta relacionado.

Como o corpo de carne, e também matéria mas em estado diferente, mais sutil, quintessenciada; não e rígida como a do corpo físico mas, sim, flexível e expansível, o que torna o perispirito muito plasmável sob a ação do espírito.

FUNÇÕES:
1) Liga o espírito a matéria (neste como em outros mundos) e a ele serve de instrumento para agir (sobre o plano fluídico ou o material).

2) E o molde, a forma do ser corpóreo. Preexiste ao corpo físico e a ele sobrevive, guardando o registro dos efeitos de toda a ação do espirito.

PERISPIRITO E ENCARNAÇÃO:
Para o espírito encarnar: Um laço fluídico (que e uma expansão do perispirito) liga-se ao ovulo fecundado e vai  presidindo a multiplicação das células, uma a uma dirigindo a formação do corpo. Quando este se completa, está inteiramente ligado ao perispirito, "molécula a molécula".

Observação importante: Do ponto de vista espírita, portanto, desde a fecundação do ovulo, um espírito se ligou a ele e esta trabalhando para formar o corpo de que precisa para viver neste mundo e continuar sua evolução. Sabendo disso, não provocar o aborto, para respeitar o direito de viver do espírito reencarnante, que e um nosso irmão ante Deus.

Durante a encarnação: O perispirito serve de intermediário entre o espírito e a matéria, transmitindo ao espírito as impressões dos sentidos físicos e comunicando ao corpo as vontades do espírito.

Ao desencarnar: Quando o corpo físico morre, o perispirito dele se desprende e continua servindo ao espírito,  como seu corpo fluídico que e e como seu intermediário para com o plano espiritual ou material.

E pelo perispirito que os espíritos se identificam e reconhecem uns aos outros, no plano espiritual.

O perispirito prova a imortalidade da alma. E ele (e não o espírito em si) que vemos nas aparições e visões; e é ele que serve de instrumento para as manifestações do espirito aos nossos sentidos.
         Geralmente e a aparência da ultima encarnação que o perispirito guarda. Mas essa aparência pode ser modificada (se o espirito quiser e souber como), porque a substancia sutil do perispirito e maleável, plasmavel.

SUA EVOLUÇÃO:
         O perispirito acompanha sempre o espírito; em todas as etapas de sua evolução.

Mas vai se tornando mais etéreo, a medida que o espírito se depura e eleva. Nos espíritos puros já se tornou tão etéreo que, para os nossos sentidos, e como se não existisse.

Conforme a evolução do espírito, seu perispirito apresentara diferente:

Peso - que o fixa a um plano de vida espiritual em companhia dos que lhe são semelhantes;

Densidade - que responde pela maleabilidade; a expansão do perispirito e tanto maior quanto mais rarefeito e mais sutil ele for;

Energia - que se revela na luminosidade e irradiação, maior quanto mais evoluído for o espírito.

A contextura do perispirito não e idêntica para todos os espíritos, ainda que sejam de um mesmo mundo. Isto porque a camada fluídica que envolve um mundo não e homogênea (toda igual) e o espírito, ao formar seu perispirito, dela atraíra os fluidos mais ou menos etéreos, sutis, segundo suas possibilidades.

Espíritos inferiores tem perispirito mais grosseiro e, por isso ficam imantados ao mundo que habitam, sem se poderem alçar a planos mais evoluídos. Alguns chegam a confundir seu perispirito (de tão grosseiro que e) com o corpo material e a sentir sensações semelhantes as do frio, calor, fome, etc.

Os espíritos superiores, ao contrario, podem livremente ir a outros mundos, fazendo mutações em seu perispirito, conforme o tipo fluídico do mundo aonde vão.

CORPO

         O corpo e o instrumento que o Espírito usa para atuar nos mundos materiais. Precisa, portanto, atender as necessidades dele, aos objetivos que ele traz ao encarnar. O corpo e considerado um produto ideoplastico do espírito; logo após a fecundação, o espírito reencarnante une-se, por um cordão fluídico, ao ovo e, por meio dele, influencia automaticamente a formação do embrião e do feto; por isso, o estado de perturbação ou embotamento da consciência não impede que o espírito imprima suas características básicas em o novo ser. Consequentemente, o organismo reflete o estado daquele.

As doenças físicas, em suma, não passam de distúrbios do perispirito transpostos para a carne, que promove o tratamento das imperfeições do espírito em si. Dai deriva a importante função das moléstias na vida do Espírito eterno.

Merece, em vista disso, o corpo material o nosso cuidado. Ele e uma concessão da Bondade Divina, em vista de dificilmente o nosso comportamento torná-lo um direito, por méritos adquiridos. Assim, recebemo-lo ajustado as nossas necessidades evolutivas, porquanto, os mentores da Esfera Superior produzem nele (atuando sobre os cromossomas do ovo) as alterações indicadas para nossa futura melhoria: aqui, uma lesão numa válvula do coração, ali um diabete, acolá um intestino preso ou uma perna curta, etc. De sorte que, alem  das inferioridades que cada um impõe ao seu corpo por pertencerem ao espírito, pode haver defeitos impostos por necessidades expiatórias.
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