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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Ser Espiritualista



Como alguémpode se dizer espiritualista se ele não pensa no espiritual? Como alguém podese dizer espiritualista se toda a sua atenção está voltada para a matéria? Éesta pergunta que eu faço aos espiritualistas de hoje.

Serespiritualista é premiar a existência eterna antes da existência material. Issoencontra respaldo no que Cristo disse: não se serve dois senhores ao mesmotempo...

Se alguém éespiritualista e acredita em espírito. Se alguém é espiritualista e acredita emencarnação. Se alguém é espiritualista e acredita em espírito e encarnação temque acreditar em processo de evolução. Agora, adianta acreditar em tudo isso seesta pessoa está preocupada com a evolução nesta vida? Está preocupado comoganhar nesta vida, com o gozar nesta vida?

É isso queestou querendo deixar bem claro. Que adianta você ir ao centro espírita rezar efreqüentar todas as reuniões e palestras se no momento que sai do centroesquece o que Cristo falou?

Há muitotempo tenho dito isso: ser espiritualista, buscar a evolução espiritual é umtrabalho de vinte e quatro horas por dia. Isso é assim porque buscar a evoluçãoespiritual tem que ser o objetivo de vida daquele que se diz espiritualista. Nãodá para querer se dizer espiritualista e premiar a vida humana.

Quandoacontecer alguma coisa na sua vida antes de reagir a isso pense como Cristovivenciaria este momento. Quem age assim é o cristão.

Cristão nãoé aquele que usa a cruz no pescoço pendurada no cordão de ouro. Cristão éaquele que ao vivenciar qualquer momento da vida humana procura se lembrar daforma como Cristo vivenciaria aquilo, se espelharia nele para vivenciar oacontecimento.

Desculpem-me,mas espiritualista não é aquele que diz que conhece as coisas do outro mundo efala delas. Espiritualista é aquele que pensa em cada momento da sua existênciasobre o que é mais importante para a existência eterna dele.

Será que émais importante para a existência eterna de um ser comprar um determinadocarro? Será que para a existência eterna do ser é importante endividar-se epassar muito tempo preocupado em como vai pagar aquilo apenas para ter o carrodos sonhos? Isso é ser espiritualista? Será que aquele que se sujeita a perdera sua paz de espírito para conquistar – podem tirar o objeto carro, que éreconhecido como elemento material, e colocar qualquer benefício humano – algomaterial (o amor do outro, o reconhecimento e a aprovação do mundo) pode sedizer espiritualista?

Viver a vidamaterial estando constantemente preocupado com a sua existência eterna; isso éser espiritualista. Apenas auto nomear-se como espiritualista por causa detodos os estudos que já fez (ensinamentos de Buda, ensinamentos da Biblia e dosevangelhos, porque participa de trabalho em centros ou igrejas, etc.) é umafalsidade. Quem conhece os ensinamentos e/ou participa de cultos não éespiritualista: é religioso, é aquele que conhece ou vai aos cultos dareligião.

Serespiritualista é simples: basta pensar a cada momento no que é mais importantepara você. Se o resultado desta análise mostrar que o mais importante são ascoisas da vida, a felicidade baseada em conquistas humanas, você ématerialista, por mais que conheça os ensinamentos ou freqüente os cultos. Issoporque para você o mais importante é conseguir algo nesta vida. Se isso é omais importante, viva isso, mas não se imagine um espiritualista, pois dissovocê não tem nada.

Sermaterialista não tem problema; trata-se apenas de uma forma de vivenciar a suavida. O problema é você se enganar dizendo que está buscando o espiritualquando na verdade não está. Isso porque para se buscar o espiritual é precisosempre dar mais valor às coisas do outro mundo do que as deste.

Irmãos vamosnos Espiritualizar... Sejamos Espiritualistas... Muita Paz e Luz a todos osIrmãos de Umbanda! Saravá!!!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A Necessidade de Viver Espiritualmente



Os habitantes atuais do mundo terreno necessitam de uma pausa em suas atividades de ordem puramente material, para meditarem um pouco na sua vida espiritual que é eterna, infinita, e não se resume à sua presente existência na carne. Tendo conseguido permissão para reencarnar uma vez mais, as almas que se encontram na Terra devem regressar mais dia menos dia ao seu plano de vida espiritual, e necessitam de levar consigo algumas luzes, resultantes de suas boas obras terrenas. Já lhes foi dito que os bens terrenos, a fortuna, a abastança, pertencem a Terra e de nada servem ao Espírito no mundo espiritual. Há, portanto, necessidade urgente de que todas as pessoas disto se capacitem e procurem viver espiritualmente a sua vida terrena. Viver espiritualmente não significa desprender-se dos seus interesses materiais, de suas atividades costumeiras. Viver espiritualmente a vida terrena significa ter a criatura humana sempre presente em sua mente o fato de que é uma alma encarnada em busca de novas e maiores luzes para o seu diadema espiritual, adotando para isso o hábito de orar diariamente ao Senhor do Mundo, e passar a amar e servir aos semelhantes como se irmãos consangüíneos fossem.

Nessa mensagem o Senhor deseja dizer a todos os homens e mulheres que uma plêiade de Entidades espirituais altamente evoluídas se encontra desde algum tempo em contato com o solo terreno, incumbidas de auscultar as verdadeiras necessidades e aspirações de cada uma das almas encarnadas, e de ajudar a sua realização quando justa e conveniente. Podem então as almas encarnadas mentalizar essas aspirações e necessidades, e pedi-las em suas orações.

Da manhã ou da noite, para que as Entidades presentes se incumbam da sua realização. O Senhor Jesus assim decidiu com o objetivo de proporcionar aos seus guiados terrenos o ensejo de obterem o que mais necessitarem para a sua tranqüilidade na Terra. Sabe o Senhor as dificuldades e obstáculos que na Terra defrontam numerosas almas encarnadas, e por isso determinou a vinda de Entidades evoluídas ao meio terreno, munido dos necessários poderes de realização das aspirações das almas encarnadas. Como, porém, essas aspirações não podem ser adivinhadas pelas Entidades espirituais, há necessidade de que cada ser humano projete no plano mental a imagem que deseja, o que será feito formulando o respectivo pensamento aopos a oração noturna. Captada pelas Entidades espirituais a imagem mental assim projetada pelas almas encarnadas, elas tratarão de ajudar a sua realização no plano físico, conforme os poderes que lhes foram conferidos pelo Senhor Jesus.

Cabe aqui um esclarecimento muito oportuno acerca das aspirações a serem mentalizadas pelas almas encarnadas. É que devem mentalizar, como aspirações ou necessidades, apenas aquilo que considerarem justo e razoável para si próprias, tendo o cuidado de não tentarem atrair para si o que a outras pertença. É necessário que nenhuma alma encarnada formule aspirações de bens, valores ou situações em poder dos seus semelhantes, o que redundaria em prejuízo ou sofrimentos futuros. Devem por isto pensar devidamente o que possa constituir aspirações a realizar e só mentalizarem e pedirem aquilo que em sua consciência considerem justo e razoável. Procedendo com tal escrúpulo, não só conseguirão a posse do que aspiram, como se livrarão de possível sofrimento futuro. O Senhor Jesus deseja dizer a todas as almas encarnadas que o plano espiritual mais próximo a Terra está repleto de tudo quanto possa constituir aspiração das almas encarnadas para o seu maior conforto e bem estar enquanto permanecerem no corpo. É necessário, apenas, que, cientificadas disso, trate cada uma de se ajustar às condições desse plano, através da oração e do pedido.

Fonte: Matéria constante da obra de Diamantino Coelho Fernandes, no Livro da Nova Ordem de Jesus, vol. n° I - 4a. Edição.

sábado, 30 de abril de 2011

O Objetivo da Espiritualidade é Melhorar o Mundo?



Diante de uma pergunta tão complexa há apenas uma simples e curta resposta:

          - NÃO!

Para entendermos o motivo desta negativa, separemos a espiritualidade genuína da espiritualidade materialista.

A espiritualidade abstrata e genuína diz respeito à criação divina (ou as organizações do Tao) suas leis, seu reino, sua perfeição absoluta, sua imutável essência e que está além da forma, do tempo e do espaço.

Não há nada neste mundo percebido pelos cinco sentidos (mundo da percepção), que seja espiritual, porque o espiritual é regido por leis invioláveis, e tudo o que é regido pelo Supremo é perfeito, imutável, impecável e imortal. E como todas as coisas do chamado universo físico são opostas as criações divinas (ou seja, tudo neste plano é imperfeito, impermanente, falho, perecível e mortal), logo nada aqui foi criado por um ser perfeito e, portanto, não nos permite vivenciar a espiritualidade genuína, que é abstrata por estar além da forma.

A espiritualidade materialista ou pseudo-espiritualidade é um fenômeno cultural e histórico que possivelmente surgiu devido a vaga lembrança da participação humana em um plano superior, perfeito, pleno, que seria semelhante ao mundo das idéias de Platão, desta forma, a restauração do estado original se estabeleceu como objetivo supremo, chamado por diversos nomes nas muitas tradições religiosas, como salvação, iluminação, nirvana, entre outros.

No materialismo espiritual existem diversos níveis de aprendizado, como existem tradições diversas, umas mais antigas, outras recentes, umas que aproximam mais o indivíduo do objetivo supremo e outras que o afastam completamente, umas que são ecumênicas e trabalham no sentido de unificar e outras que separam os indivíduos e, que dão uma margem maior para o fanatismo, o extremismo, dentro de complexas relações do homem com o poder temporal.

Na espiritualidade abstrata e genuína não há níveis porque não há mentes separadas, o saber é completo, o conhecimento é pleno e não há partes de detenham qualidades distintas do todo, por esta razão, não há seres que existam separadamente por classes, castas ou crenças, porque a verdade é uma só e a Grande-Vida é uma só, nada há além da Grande-Vida.

A manifestação da espiritualidade neste mundo não pode ser abstrata, porque vivemos no mundo das formas, e o que é abstrato não pode ser compreendido pela mente humana através da percepção (por meio do raciocínio, da lógica e da simples reflexão), no entanto, a espiritualidade neste mundo pode ser genuína, no sentido em que ao permitir ao homem uma experiência que o conduza através de um ponto de mutação à consciência da sua verdadeira identidade espiritual e com base na sua vivência direta.

Portanto o objetivo da espiritualidade genuína não é melhorar este mundo, que existem para esconder a realidade, tal como o véu de Maya, através da percepção da forma, escondendo assim a essência abstrata e espiritual da realidade sutil.



Diante de uma pergunta tão complexa há apenas uma simples e curta resposta:

- NÃO!

Para entendermos o motivo desta negativa, separemos a espiritualidade genuína da espiritualidade materialista.

A espiritualidade abstrata e genuína diz respeito à criação divina (ou as organizações do Tao) suas leis, seu reino, sua perfeição absoluta, sua imutável essência e que está além da forma, do tempo e do espaço.

Não há nada neste mundo percebido pelos cinco sentidos (mundo da percepção), que seja espiritual, porque o espiritual é regido por leis invioláveis, e tudo o que é regido pelo Supremo é perfeito, imutável, impecável e imortal. E como todas as coisas do chamado universo físico são opostas as criações divinas (ou seja, tudo neste plano é imperfeito, impermanente, falho, perecível e mortal), logo nada aqui foi criado por um ser perfeito e, portanto, não nos permite vivenciar a espiritualidade genuína, que é abstrata por estar além da forma.

A espiritualidade materialista ou pseudo-espiritualidade é um fenômeno cultural e histórico que possivelmente surgiu devido a vaga lembrança da participação humana em um plano superior, perfeito, pleno, que seria semelhante ao mundo das idéias de Platão, desta forma, a restauração do estado original se estabeleceu como objetivo supremo, chamado por diversos nomes nas muitas tradições religiosas, como salvação, iluminação, nirvana, entre outros.

No materialismo espiritual existem diversos níveis de aprendizado, como existem tradições diversas, umas mais antigas, outras recentes, umas que aproximam mais o indivíduo do objetivo supremo e outras que o afastam completamente, umas que são ecumênicas e trabalham no sentido de unificar e outras que separam os indivíduos e, que dão uma margem maior para o fanatismo, o extremismo, dentro de complexas relações do homem com o poder temporal.

Na espiritualidade abstrata e genuína não há níveis porque não há mentes separadas, o saber é completo, o conhecimento é pleno e não há partes de detenham qualidades distintas do todo, por esta razão, não há seres que existam separadamente por classes, castas ou crenças, porque a verdade é uma só e a Grande-Vida é uma só, nada há além da Grande-Vida.

A manifestação da espiritualidade neste mundo não pode ser abstrata, porque vivemos no mundo das formas, e o que é abstrato não pode ser compreendido pela mente humana através da percepção (por meio do raciocínio, da lógica e da simples reflexão), no entanto, a espiritualidade neste mundo pode ser genuína, no sentido em que ao permitir ao homem uma experiência que o conduza através de um ponto de mutação à consciência da sua verdadeira identidade espiritual e com base na sua vivência direta.

Portanto o objetivo da espiritualidade genuína não é melhorar este mundo, que existem para esconder a realidade, tal como o véu de Maya, através da percepção da forma, escondendo assim a essência abstrata e espiritual da realidade sutil.

No entanto, tanto a espiritualidade genuína quanto o materialismo espiritual (creio que a espiritualidade genuína é uma evolução por intermédio da expansão da consciência da pseudo-espiritualidade), pode promover melhoras substanciais no mundo, naquilo que tange as relações humanas, desde que para isto, seus ensinamentos estejam centrados na promoção da paz, da compaixão, do amor, do altruísmo, da ajuda mútua e do humanismo, promovendo a união de todos os povos em prol de um único objetivo, que é o de vivenciar um mundo sem guerras, sem conflitos e sem fronteiras.

Para a pseudo-espiritualidade este pode ser o objetivo final de todos os esforços humanos em sua evolução, para espiritualidade genuína não, uma vez a paz tendo sido alcançada, seja numa escala global ou individual, é estabelecida a condição necessária para que sua(s) mente(s) possa(m) se alinhar com a sua fonte de origem que é abstrata, permitindo, desta forma que o indivíduo alcance a plena-realização através da plena-liberdade, não reconhecendo nenhum limite imposto pelo véu da ilusão deste mundo, fazendo com que quando todos os seres tenham atingido este estado, o universo físico possa retornar ao seu nada original.

Assim sendo o objetivo da espiritualidade genuína não é o de melhorar nada, mas sim de desfazer as ilusões e restaurar à consciência do homem a suprema realidade.
        
         Fonte: http://www.dedentrodamatrix.blogspot.com/
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