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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Início da Mediunidade – Por que ficamos ansiosos?




A maioria dos médiuns tem sua iniciação mediúnica – momento em que suas faculdades mediúnicas já despertadas passam a ser utilizadas de modo sistemático e mais intenso, dentro dos rituais e trabalhos existentes numa casa umbandista – marcada pela difícil fase da ansiedade e da adaptabilidade que esse começo representa. Ansiedade no médium iniciante pode trazer algumas situações desconcertantes como :

Ficar pensando de modo intenso nas coisas ligadas à espiritualidade;

Ficar com os pontos cantados ecoando na mente;

Ficar cantando a qualquer momento e lugar os pontos cantados;

Conversar somente sobre o assunto espiritualidade a qualquer oportunidade em que hajam mais pessoas que pertençam à mesma religião ou casa;

Ler muitos livros sobre o assunto, querendo esgotar todos os pontos de dúvidas;

Querer conhecer tudo sobre a Umbanda num espaço de tempo curto;

Ter sonhos constantes com rituais, entidades, trabalhos;

Ficar vendo em qualquer situação algum tipo de ligação com a espiritualidade;

Não parar de preocupar-se em manter-se dentro das condutas que sua casa pede;

Querer incorporar logo;
 
Ficar muito preocupado se está mesmo incorporando uma entidade ou se está apenas imitando uma entidade;

Desejar ardentemente que tenha a inconsciência durante as incorporações;

Querer aprender tudo sobre os rituais que sua casa pratica, chegando ao ponto de perguntar de tudo a todos os demais médiuns mais experimentados;

Querer saber tudo, através de relatos de outros médiuns, o que ele fez quando estava incorporado, o que a entidade falou, deixou de fazer;

Passar a realizar em seu próprio lar, uma verdadeira transformação de hábitos, querendo que todos tomem banhos de defesa, defumem-se, orem, cantem, entre outras coisas;

Querer erigir algum tipo de altar ou espaço sagrado em seu lar, tentando imitar o mais perfeito possível a quantidade de imagens, a disposição dos santos que há em seu templo umbandista;

Querer que suas entidades receitem rapidamente a confecção ou aquisição das guias (colares) e quanto maior o número de guias melhor;

Desejar ardentemente que tenha incorporações “fortes”, isto é, que as entidades já venham de modo com que não gerem dúvida a ninguém;

Que suas entidades já risquem seus pontos e que seja algo bem impressionável;

Que suas entidades dêem logo seus nomes e torce para que sejam nomes “fortes” e conhecidos;

Querem decifrar todos os símbolos que suas entidades desenharam em pontos riscados;

Querem saber da história, vida, ponto cantado e tudo o mais sobre suas entidades;

Essas situações e mais outras não citadas são consideradas até normais e encaradas por aqueles outros médiuns mais tarimbados como coisa comum de se acontecer. E de fato é.

O que o dirigente e os médiuns mais experientes devem fazer é aconselhar esses neófitos, direcioná-los em atividades que os tirarão um pouco desta fixação, é ouví-los e explicar cada uma das dúvidas e dificuldades existentes.Toda essa ansiedade é temporária e assim que o novo médium for tendo mais e mais experiências, ele passa a lidar de modo mais natural, menos ansioso e aflito com essas situações.O tema deve ser abordado de modo atencioso, respeitoso, prático e esclarecedor para poder dar melhor formação espiritual e criar uma estrutura mediúnica mais eficaz à própria casa, uma vez que estes novos médiuns passam a compor o já formado corpo mediúnico da casa, fazendo número e qualidade na força da corrente da casa umbandista. Desperdiçar a chance de esclarecimento quando esses médiuns estão ávidos por conhecimento e abertos para serem direcionados é deixar ao acaso a responsabilidade da formação destes médiuns, podendo levá-los a vícios, “cacoetes” e maus hábitos mediúnicos que nunca mais poderão ser retirados.

E o velho adágio popular é verdadeiro : “Pau que nasce torto, morre torto”...

         Paz e Luz a todos! Deus estará sempre no controle...


         Autor Desconhecido.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Quatro Aspectos da Mediunidade Sem Instrução



O estudocontínuo dos assuntos relacionados à mediunidade na Umbanda remove dentre seusseguidores dezenas, quiçá centenas, de crendices, costumes e hábitos que têm semostrado nocivos à própria Religião. Muitos umbandistas têm uma visão deturpadado que significa o dom mediúnico em suas vidas e dentro dos terreiros. Centenasde adeptos desenvolvem uma mediunidade repleta de entendimento errôneo,suposições equivocadas e vícios comuns a pessoas que pouco, ou quase nenhum,acesso têm à informação. Muitos desses equívocos são provocados justamente pelodesconhecimento. Os maus hábitos acumulam-se ao longo do tempo e transformam-seem vícios que necessitam de tratamento imediato. Os erros acontecem aos montescausando muito desconforto aos Caboclos de Aruanda, que vez por outra precisamintervir para remediar a situação. A culpa de tais problemas poderia seratribuída a muita gente: Chefes de Terreiro despreparados, médiuns afoitos oude pouca instrução, seguidores pouco compromissados com a religião, dirigentesdesinteressados e até mesmo Espíritos desencarnados causadores de demandas. Arealidade mostra, porém, que a maior causa de todos os problemas que afetam amissão do umbandista é unicamente a falta de estudo. Sem o mínimo conhecimentode tudo o que envolve o mecanismo da mediunidade, assim como em muitos outrosaspectos da vida comum, os erros grosseiros e infantis acontecem em profusão. Amediunidade, a partir de uma prática sem base teórica, tende a ser conduzidacomo um brinquedo nas mãos de infantes.

Amediunidade não é superstição. Partindo da premissa de que deve ser exercitadonuma perfeita união entre a Fé e a Sabedoria, o dom mediúnico transforma-se emvalioso instrumento de propagação das verdades espirituais. De outra forma, amediunidade equivocada é conduzida do mesmo jeito como o adivinho faz com asentranhas de um animal. Não há verdades. Tudo é subjetivo e enganoso. Faltaciência e sabedoria.

A mediunidadesupersticiosa transforma os Guias Espirituais em oráculos domésticos,onde os mais ínfimos problemas de ordem inferior são levados em conta. Assim, oPreto Velho passa a ser o informante da traição de um marido ou do futuroeconômico de um filho carnal. O Caboclo, por sua vez, transforma-se em ajudantefiel dos negócios ou aquele que vai vencer um inimigo de desafeto. Na mesmaproporção, o Exu abandona a condição de Guardião e assume o papel de vingadorferrenho, ou um escravo à disposição do médium. A Pomba Gira, sob a mesmaótica, é tida como uma prostituta arrependida e por isso mesmo obrigada aarranjar parceiros para pessoas de moral duvidosa.

Amediunidade não é show pirotécnico onde o que se vê são rápidos e ilusórioslampejos de brilhos multicoloridos. O médium sem instrução transforma o dom emótimo artifício na exibição de espetaculares manobras que mais chamam a atençãodos curiosos e dos seres trevosos do que dos Espíritos de Luz. Assim, tudo éespantoso e deslumbrante. Todos os gestos do médium em transe são inchados deexageros. Todas as receitas de oferendas são idênticas às listas de um estranhoguisado. Os pontos riscados transformam-se numa mandala confusa de desenhos erabiscos infantis sem fundamento. As brancas vestes sacerdotais assumem aaparência de fantasias carnavalescas em que imperam o luxo, a vaidade e oexibicionismo.

Na mediunidadepirotécnica, vale mais a grosseira presença física do médium do que asuave e discreta participação dos Guias de Luz. O Preto Velho se esconde, oCaboclo se afasta, o Exu ri do fanfarrão e o médium se exibe. Neste tipo decondução da mediunidade há uma completa falta de força espiritual, pois a carneassume todas as funções do medianeiro e o animismo, a mistificação e a charlataniceestão em primeira linha.

Entre tantasformas de se exercitar a mediunidade há também a que leva em conta a ascensãosocial do médium. É a mediunidade interesseira.

A mediunidadeinteresseira é aquela em que as reais intenções do indivíduo são quasedesconhecidas. Há muitos interesses em jogo, e o principal é o de “subir” navida. O médium intenciona ser aplaudido, então usa a mediunidade para chamar aatenção da platéia. O médium quer obter dinheiro de forma menos trabalhosa,então comercializa o dom. Se tem interesse em reconhecimento público, entãotransforma a mediunidade em degrau para a subida aos palanques políticos, aospalcos da mídia e aos púlpitos das câmaras e agremiações. Tal como o médiumpirotécnico, o médium interesseiro quer aparecer, mas com o fim certo de obteralgum rendimento financeiro.

Nesse tipode mediunidade, o indivíduo não se envergonha ao “pedir” o pagamento peloserviço prestado. Seu rosto não enrubesce quando dita o valor daquilo quevergonhosamente chama de caridade. Se precisar usar uma máscara, certamente ofará. Mas, em seu tempo, lançará por terra a fantasia e mostrará sua verdadeirae tenebrosa face. Como o lobo entre os cordeiros.

A mediunidadeignorante é exercida pelos que verdadeiramente têm grande aversão aoestudo e à meditação. Nessa modalidade, o médium conscientemente classifica oestudo contínuo como algo desnecessário. Acredita que somente as instruções dosCaboclos já são suficientes para que ele seja um grande instrumento daComunidade Espiritual. A leitura, a pesquisa e o conhecimento dos mecanismosmediúnicos são coisas sem importância na visão dos ignorantes.

Neste caso,o médium não se importa em cometer diversos absurdos em nome de Deus, pois nãohá o conhecimento do que realmente é a vontade divina. Fala, mesmo usandoconversações aparentemente profundas, do mesmo jeito como discursa um simplescamponês acerca do universo astronômico. Age sempre de forma impensada, aindaque com a maior boa vontade. Suas ações são completamente sem método, critérioou planejamento. Tem uma visão do mundo espiritual como seus antepassados queoutrora atribuíam ao relâmpago um castigo dos deuses ou aos abalos sísmicos umademonstração da ira divina. Na mediunidade ignorante quanto menos se estuda,mais se erra.

Serinstrumento da Espiritualidade Maior é uma benção recebida por muitos. Porém,como qualquer instrumento necessita de um aprimoramento e de ajustesconstantes, assim é o médium de Umbanda a serviço dos Caboclos e Pretos Velhos.
Não basta ter mediunidade. Mas, é importante que esta seja útil aos interessesdo Criador, pois todo médium é um depositário da confiança de Deus. Para serútil, a mediunidade tem que estar firmada nas instruções que vêm do Alto.

Bom seria setodos os médiuns aplicassem a sabedoria e o conhecimento no aperfeiçoamento damediunidade e se o estudo continuado fosse uma prerrogativa para um perfeitoministério mediúnico.

Julio Cezar Gomes Pinto - Diretor-Presidente da Casa de Caridade SantoAntônio de Pádua

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Mediunidade e Como saber se Sou Médium



Médium é umapalavra neutra e serve para os dois gêneros. É de origem latina e significamedianeiro, o que está no meio. O médium serve de intermediário entre o mundofísico e o espiritual.

Deste modopodemos afirmar, sem sombra de dúvida, que todos nós somos médiuns, poisdurante nossas vidas teremos alguns sintomas e que sabemos que não são de ordemfísica. Afinal quem é que nunca viu um vulto diferente, um assovio diferente,algumas pancadas, arrastamento de chinelos, vozes, pesadelos, sonhos,premonições, etc, etc. Só não podemos afirmar que somos médiuns ostensivos,aquele que tem contato com os espíritos. Que sinais são apresentados e quepodemos saber que a pessoa é um médium ostensivo?

Nenhum sinalfísico existe que possa dizer que esta ou aquela pessoa é um médium ostensivo.Ninguém veio marcado para isto. É um dom natural que vem com a pessoa, pelaescolha que esta pessoa fez na espiritualidade.

Algunssintomas indicam que a pessoa pode ter mediunidade. Os mais comuns são: suorexcessivo nas mãos e axilas, maçãs do rosto muito vermelhas e quentes, asorelhas ardem, depressão psíquica e instabilidade emocional, melancolia,distúrbios de sono, ou em excesso, ou insônia; perda do equilíbrio do corpo,sensação de desmaio iminente, súbita aceleração dos batimentoscardíacos(taquicardia), fobia e medo de quase tudo, sensação de insegurança.Mas tudo isso vai se estabilizando e desaparecendo conforme o médium canalizade forma mais adequada suas faculdades psíquicas com muito estudo, trabalho edisciplina.

Outrossinais podem surgir como: sensação de presenças invisíveis; sono profundodemais, desmaios e síncopes inexplicáveis; sensações ou idéias estranhas,mudanças repentinas de humor, crises de choro; Ballonement (sensação de inchar,dilatar) nas mãos, pés ou em todo o corpo, como resultado do desdobramentoperispiritual; adormecimento ou formigamento nos braços e pernas; arrepios comoos de frio, tremores, calor, palpitações.

Uma dastarefas mais complexas para o médium novato é conseguir discernir asinfluências que atuam em sua psiquê. Não se questiona mais o fato de que o serhumano sofre interferências de todos os elementos que compõem o universo, eisso inclui as formas pensamento de outros seres. De uma maneira ou de outra,todos os seres humanos são, em maior ou menor grau de intensidade, médiuns pornatureza. Às vezes, a pessoa escreve uma mensagem e não sabe se veio delamesmo, de seu mentor ou de outro espírito. Não tem certeza se foi inspiração oupsicografia. Às vezes pode até alterar o texto que está recebendo de umespírito.

Algumasvezes, ao eclodir a mediunidade, a pessoa costuma dar sinais de sofrimento,perturbação, desequilíbrio. Se a pessoa    se    perturba ante as manifestações mediúnicas é por sua falta de equilíbrioemocional e por sua ignorância do que seja a mediunidade, ou porque está sob aação de espíritos ignorantes, sofredores ou maus. A pessoa que possui taisproblemas precisa ser ajudada até se equilibrar psiquicamente através depasses, vibrações, esclarecimentos doutrinários. Também deve fazer uma consultamédica. Só depois, bem mais tarde, ir para uma mesa mediúnica.

Para odesenvolvimento mediúnico, somente deve ser encaminhado quem esteja equilibradoe doutrinariamente esclarecido e conscientizado.

Amediunidade ostensiva pode ser percebida quando:

a)   houver comprovada vidência ou audição no planoespiritual;

b) se dá otranse psicofônico (falante ) ou psicográfico (escrevente);

c) háprodução de efeitos físicos – sonoros, luminosos, deslocação de objetos, desdobramentos,etc.

Mas naverdade, nenhum destes fenômenos, podem dizer claramente que a pessoa pode serum médium ostensivo. Como descobrir então? Somente com o estudo e a prática damediunidade. Por este motivo temos os desenvolvimentos mediúnicos em quasetodos os centros espíritas. Como se caracteriza esse desenvolvimento? Peloestudo das obras de Kardec e outras similares e da prática. A pessoa deve irpraticando as diversas modalidades de mediunidade: Psicofonia, psicografia,vidência, transporte, desdobramentos, sempre acompanhado de pessoas experientesnestas áreas. A pessoa pode desenvolver uma destas modalidades com facilidade,algumas, apenas pequenos vestígios de uma ou de outra e outras pessoas nadaconseguem. Seu trabalho ficará perdido? Claro que não. Ele não imagina a ajudaque deu aos espíritos inferiores que vieram receber as energias de que precisampara se melhorar. Ser médium é fazer a maior das caridades: a pessoa estádoando seu próprio corpo em auxilio de muitos necessitados.

Se a pessoadescobrir que é um médium escrevente – deve praticar esta modalidade com maisafinco, pois este é o seu tipo, assim como os que se desenvolverem mais para apsicofonia, a vidência, etc.

Émuito comum no inicio das incorporações, quando a gente está ansioso, com medo, curioso e inseguro para saber quem são nossas entidades, como trabalharam,nomes, etc… Todos nós médiuns já passamos por isso…..Quando há as incorporaçõeso médium fica mais que atento a qualquer palavra que saia de sua boca “se eufalando ou a entidades, o que vai acontecer agora, o que ele tá fazendo” …..tudo isso faz parte do ínicio, pois ser consciente é perfeitamente normal e nãoé sinal de “falta de firmeza, ou imaturidade nas incorporações, ou fraqueza domédium.

Eé nessa fase onde o médium atua muito junto com a entidade, por suaparticipação , ‘interatividade” que é peculiar nesse início, ocorre maiorincidência de uma interferência do médium , sobrepondo a da entidade.

Porém,com o passar do tempo, o médium vai ganhando confiança, vai aprendendo a ficarmais alheio das manifestações da entidades, pois para ele não terá maismistérios e se reservará da total abstenção de qualquer tipo de interferência,inclusive de sua própria opinião do que a entidade deveria agir, falar ouconduzir numa consulta.

Muitaspessoas desistem no inicio, por não aceitar sua consciência e não conseguirtrabalhar psicologicamente essa questão e achar que é ele ali e não a entidade.

Denão insistir e entender que as incorporações vão se firmando com o tempo. Poisnossa forma de trabalhar mediunicamente é muitíssimo diferente de Candomblé e Espiritismo.E para a Umbanda a afinidade e sintonia nas incorporações é de fato, maisdemorada. E nesse processo de ajustes, equalizações e estabelecer uma sintoniasatisfatória , o médium deve entender que haverá sim erros, o seu sobrepor a própriaentidade, o animismo, porque faz parte desses ajustes. Por isso o médium nãodeve ser permitido ao estarem sob influência das entidades; beber, fumar eprincipalmente, dar consultas e atender o público, quando essa sintonia não seestabelecer de fato, avaliado pelo dirigente e guias chefes da casa.

Nãoé que não podem ….. é normal as entidades não darem nomes de suas falanges no início,pois o médium ainda não está preparado mediunicamente falando … demora-se umtempo para estabelecer uma sincronia entre a faixa vibratória da entidade com ado médium e somente quando houver harmonia, e com menos risco de animismos porparte do médium, é que elas trazem sua falange.

Antesde tudo cada guia que incorpora é único, cada um é um espírito em particular,com seu jeito de agir e pensar. O nome de que se utilizam é apenas umindicativo da forma que trabalham de sua linha e irradiação. Por isso podemoster vários espíritos trabalhando com o mesmo nome, sem que sejam por isso um sóespírito.É como ser um médico, engenheiro, etc… Todos possuem um conhecimentocomum, além do conhecimento individual. E isso faz com que trabalhem de formadiferente, mas seguindo a mesma linha geral. A mesma coisa acontece com nossosguias, então é comum escutar:- Como é o Caboclo X?- Me conte a estória do PretoVelho Y- Como é o ponto riscado do Exu Z?

Issopode ocasionar vários promelhas no início do desenvolvimento, o médium lê umadescrição de que o Caboclo Y fuma. E ele fica com “isso” na cabeça, assim quechega no momento de trabalhar com o seu guia o Caboclo Y (também) ele pede umcharuto, e a partir daí fica mais difícil de romper essa barreira anímicacriada pelo médium.

Ouentão o médium lê que o Exu Z quando incorpora ajoelha no chão, aí pensa,“nossa o que eu incorporo não ajoelha!!!” e começa a se sentir inseguro quantoa manifestação do seu guia, podendo com isso atrapalhar o seu desenvolvimento.

Praresumir, a melhor forma de conhecer seu guia e através do tempo, dodesenvolvimento e do trabalho com ele, assim pouco a pouco você vai seinterando de como ele é, como gosta de trabalhar, etc.

Saraváa todos os Médiuns de Umbanda!!!


Fonte: http://umbfeverdadeira.blogspot.com/

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Deixe Fluir Naturalmente... Ser Médium



E agora? Soumédium.

Inicia-seuma jornada de aprendizado, prática, perseverança, desenvolvimento eprincipalmente, é um dos atributos que os médiuns mais deveriam prezar, masacabam por esquecer, a calma, tranquilidade e principalmente a paciência.

Ninguémprecisa correr contra o relógio. Uma vez eu estava trabalhando na grande casaque tenho muito carinho e respeito, que me acolheu em Curitiba / PR, o terreiroPai Maneco, e incorporado com o amado Preto Velho com quem trabalho, deveríamosnos sentar do outro lado para iniciar os atendimentos, como médium consciente,lembro bem da situação, uma capitã da casa conduzia o Pai João ao seu lugar apassos normais, mas Pai João caminhava curvado, passo a passo, bem devagarinho,e a capitã com toda cordialidade disse ao Pai João: Vamos até ali, paizinho, eele calmo e tranquilo, curvado como todo Pai Preto, devido ao peso dairradiação dos Orixás que imantam à esta corrente sorriu e completou: Não tenhapressa minha filha. A pressa é de vocês, não é nossa.

Exatamente.Estava certo o meu amado Pai João. Somos nós, seres humanos encarnados no planomaterial que temos pressa e necessidades que não são as mesmas dos espíritos.

O médiuminiciante não vê a hora de começar a incorporar e faz de tudo para girar.

Claro queacaba por tropeçar em seus próprios passos e ao invés de deixar-se levar com atranquilidade e aos passos lentos de um Pai Preto, coloca seu tempo cronológicoà frente da manifestação mediúnica.

Basicamente,devemos ter em mente que hoje, grande parte das incorporações são conscientesou semi-conscientes, com raros casos de apagão geral. Apagão geral, hoje emdia, só na rede eléctrica.

O médiumconsciente ou semi, também aprende com as orientações, conselhos,direcionamentos e com a sabedoria dos Exus, das formosas Pomba-Giras, dos Eres,dos Exus-Mirins, dos Caboclos, Marinheiros, Boiadeiros, Ciganos, , dos papais emamães Pretos-Velhos.

Mais do que"atender" mediunicamente, o médium tem de olhar para dentro e ser umapessoa melhor a cada dia. Porque não aproveitar os momentos de sabedoria dosmestres e guias espirituais para olhar para dentro de si, e corrigir aquelepensamento sombrio que ainda possa habitar o coração do médium?

Outro dia,um aluno meu de magia do fogo, que é médium disse: temos que trabalhar paranossos guias evoluírem.

Gente, entendoassim. Se eles são guias espirituais, eles tem uma missão e é com carinho quepraticam a caridade. Nunca ouvi um guia dizendo: ai não. Não acredito que estouaqui de novo.

Claro quequando um guia espiritual atua em benefício de outro irmão encarnado ou não,ele também está caminhando em sua senda pessoal de evolução, mas, mais do queos guias espirituais "evoluírem", quem tem de evoluir, somos nósmédiuns.

Para sermédium, não basta incorporar. Tem primeiro de se limpar. É isso mesmo, e nãoestou falando de tomar banhos, defumar, vestir o branco. Estou falando delimpar essa sujeira que habita nossos pensamentos, sentimentos, atitudes, ações,mente, corpo e coração.

As sujeirasastrais e energéticas adentram nossos corpos vibratórios e mediúnicos devido àsnossas próprias sujeiras que são empurradas para debaixo do tapete. São osnossos próprios entulhos pessoais que fazem com que portas fiquem entre abertase permitam que a sujeira externa entre e suje ainda mais, nossos própriostemplos (corpo, mente, espírito).

Médium temde levantar o tapete e recolher toda a sujeira. Não adianta recolher e colocarem sacos de lixo. Tem de recolher, colocar em sacos de lixo, e transmudar esseentulho todo em energias positivas, pois, se assim não o fizer, esse entulhovoltará para dentro de nossos lares, mais hora, menos hora.

Médium temde olhar para dentro e mais do que falar sobre reforma íntima, tem quepraticar.

Quando estáincorporando ou está incorporado, tem de anular seu mental e deixar fluir. Deveesquecer que lá está e que naquele momento tão específico e tão único, eleserve de meio e não é ele que deve pensar, manifestar-se ou agir naquelemomento.

É issomesmo. Médium tem de aprender a se anular por completo e ser sincero consigomesmo e com o próximo.

O médium temde honrar a roupa branca, tem de honrar com a responsabilidade e tem de seanular; deixar de ser ele mesmo, em seu corpo carnal, para deixar seus guias semanifestarem e realizarem todo o trabalho, pois ser médium, é ser um meio poronde os espíritos se manifestarão e auxiliarão seus semelhantes. Ao assumir acondição de médium, há de se assumir com responsabilidade e luz, a condição deser MEIO e anular seu mental por uma, duas, três horas por semana. Se assim nãofor, será mistificação.

Médium é umser, um espírito em evolução e como dizia o Caboclo das Sete Encruzilhadas, comos espíritos evoluídos aprenderemos. Médium não é um ser supremo e deve porobrigação entender e assimilar esta condição, e consequentemente, aprender,aprender e colocar todos os ensinamentos dos guias espirituais mais evoluídos,para dentro de seu coração.

Ninguém émelhor do que ninguém. Nem o dirigente espiritual é melhor, nem o médium, nem omais rico, nem o mais pobre. Somos todos seres encarnados humanos, e se aquiestamos, é porque ainda temos muito a aprender e superar.

Quando nãosente seu guia espiritual se aproximar e tomar as rédeas, o médium não deve sobnenhuma hipótese, fingir, mistificar, passar a frente e enrolar! Onde fica aresponsabilidade? Onde ficam os ensinamentos dos guias se você assim o fizer?Se não incorporar, vá tomar um passe e fique ali na corrente, participando comoelo de proteção e energia. Aproveite o momento para olhar para dentro de si epesquisar o que lhe está acontecendo.

Simplesmente,deixe fluir.

Se nãoFluir, pare o que está fazendo e vá consultar-se com um guia espiritual.

Para que aenergia flua, para que o guia coloque-se em terra, o médium tem de se anular,esquecer que é um ser humano com problemas, com dívidas, com desejos, comvontades, com muito ou com pouco dinheiro.

Médium temde ser dentro e fora do terreiro, um exemplo de conduta para si mesmo e para osseus semelhantes. Médium é médium dentro e fora do terreiro.

Quando estádentro do terreiro, sua responsabilidade é triplicada, é infinitamente maior,pois as pessoas que ali frequentam, não querem falar com você, mas sim, comseus guias espirituais.

Deixe fluircom responsabilidade, com firmeza e com a certeza que você também é um ser emevolução.

Não passe afrente. Não seja quem você não é.

Calma,tranquilidade, amor ao próximo, a si mesmo e principalmente aos amados Orixássão os principais atributos que um médium deve ter para consigo mesmo e paracom seus guias espirituais.

Por Eduardo Dammroze - Itu / SP
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