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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Amizade



Serapião era um velho mendigo que perambulava pelas ruas da cidade. Ao seu lado, o fiel escudeiro, um vira-lata que atendia pelo nome de Malhado.

Serapião não pedia dinheiro. Aceitava sempre um pão, uma banana, um pedaço de bolo ou um almoço feito com sobras de comida dos mais abastados.

Quando suas roupas estavam imprestáveis, logo era socorrido por alguma alma caridosa.

Mudava a apresentação e era alvo de brincadeiras.

Serapião era conhecido como um homem bom, que perdera a razão, a família, os amigos e até a identidade. Não bebia bebida alcoólica, estava sempre tranqüilo, mesmo quando não havia recebido nem um pouco de comida.

Dizia sempre que Deus lhe daria um pouco na hora certa e, sempre na hora que Deus determinava, alguém lhe estendia uma porção de alimentos.

Serapião agradecia com reverência e rogava a Deus pela pessoa que o ajudava. Tudo que ganhava, dava primeiro para o Malhado, que, paciente, comia e ficava a esperar por mais um pouco. Não tinha onde dormir, onde anoiteciam, lá dormiam.

Quando chovia, procuravam abrigo embaixo da ponte e, ali o mendigo ficava a meditar, com um olhar perdido no horizonte.

Aquela figura me deixava sempre pensativo, pois eu não entendia aquela vida vegetativa, sem progresso, sem esperança e sem um futuro promissor. Certo dia, com a desculpa de lhe oferecer umas bananas fui bater um papo com o velho Serapião. Iniciei a conversa falando do Malhado, perguntei pela idade dele, que Serapião, não sabia. Dizia não ter idéia, pois se encontraram um certo dia quando ambos andavam pelas ruas e falou:

Nossa amizade começou com um pedaço de pão, ele parecia faminto e eu lhe ofereci um pouco do meu almoço e ele agradeceu, abanando o rabo, e daí, não me largou mais.

Ele me ajuda muito e eu retribuo essa ajuda sempre que posso.

Curioso, perguntei:

- Como vocês se ajudam?

- Ele me vigia quando estou dormindo; ninguém pode chegar perto que ele late e ataca. Também quando ele dorme, eu fico vigiando para que outro cachorro não o incomode.

Continuando a conversa, perguntei:

- Serapião, você tem algum desejo na vida?

- Sim, respondeu ele - tenho vontade de comer um cachorro quente, daqueles que a Zezé vende ali na  esquina.

- Só isso? Indaguei.

- É, no momento é só isso que eu desejo.

- Pois bem, vou satisfazer agora esse grande desejo.

Saí e comprei um cachorro quente para o mendigo.

Voltei e lhe entreguei. Ele arregalou os olhos, deu um sorriso, agradeceu a dádiva e em seguida tirou a salsicha, deu para o Malhado e comeu o pão com os temperos.

Não entendi aquele gesto do mendigo, pois imaginava ser a salsicha o melhor pedaço. Não me contive e perguntei intrigado:

- Por que você deu para o Malhado, logo a salsicha?

Ele com a boca cheia respondeu:

- Para o melhor amigo, o melhor pedaço!

E continuou comendo, alegre e satisfeito.

Despedi-me do Serapião, passei a mão na cabeça do Malhado e saí pensando.

Aprendi como é bom ter amigos.

Pessoas em quem possamos confiar.

Por outro lado, é bom ser amigo de alguém e ter a satisfação de ser reconhecido como tal.

Jamais esquecerei a sabedoria daquele eremita:

"PARA O MELHOR AMIGO O MELHOR PEDAÇO"


Desconheço a autoria deste edificante texto.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Hoje é Dia de Nanã Buruquê - 26 de Julho - Dia de Santa Ana

 
          No dia 26 de julho a Umbanda comemora Nanã Buruque sincretizada em Santa Ana, mãe de Maria e avó de Jesus. Nanã é considerada a mais velha dos Orixás das águas Seus domínios são o encontro entre a água e a terra, na formação do barro, matéria prima da criação do ser humano, segundo a mitologia yorubá. Oxalá, em suas tentativas de criar o homem, usou de todos os recursos existentes na Natureza a época da criação. Usou do fogo, da água, do ar, do vinho de palma, do azeite (epo pupá) e não obteve êxito.

Quando Nanã se apresentou, da sua manifestação se obteve a lama e dessa matéria enfim Oxalá conseguiu moldar as criaturas e assim terminar a criação.Todos nós somos a força de Nanã e o sopro divino de Oxalá. Viemos da Terra, somos e seremos uma constante mistura de água, terra e sais, por isso da Terra viemos e para Terra retornaremos. Por isso Nanã representa o começo e o fim,a vida e a morte de todos nós. Por ser a mais velha dos orixás e carinhosamente ser conhecida como nossa vovó na Umbanda, encontramos algumas características na sua manifestação nos filhos de fé que vibram com ela curvados, com movimentos circulares de mãos, e ao contrário dos nossos
 pretos velhos sempre de forma muito intensa e agitada. Cobrimos os falangeiros de Nanã com alá na tentativa de concentrar toda a energia emanada na manifestação para que possa imantar o médium e a corrente.

Ao comemorarmos esse tão lindo Orixá, pedimos o amor maternal, a entrega e doação constantes da generosa mistura terra e água na confecção de tão importantes elementos como o barro que gera nossas louças e irriga as grandes plantações proporcionando a mesa farta de alimento. Nanã é uma mãe
 generosa e está sempre a amparar seus filhos e ao contrário do que se prega, sua referência é a da transformação, acompanhando a de seu filho Obaluayê, pois tudo começa e termina no ciclo de energia desses tão poderosos e respeitados orixás dentro de nossa religião.

Saudação: "Saluba"
Cores: Roxo ou Lilás na Umbanda
Sincretismo/Dia: Santa Ana – 26 de julho
Dia da Semana: seu dia da semana é o mesmo do que Obaluayê, ou seja, 2ª. feira, sendo que alguns consideram ser Sábado, junto com Iemanjá e Oxum, Orixás das águas.

Quando falamos de Nanã , nos remetemos a figura das grandes mães, da figura matriarca nos cultos afro brasileiros e como essas mulheres são importantes para a perpetuação de nossa raiz e da nossa crença. Por isso pedimos a benção de Nanã a todas as Yalorixás, Yabasés, Ekedjis e mulheres do axé, que nos acolhem em seu ventre espiritual, nos alimentando, nos ensinando , nos vestindo sob o manto branco de Oxalá para que possamos trilhar nos caminhos da caridade e do amor a espiritualidade.

Salubá Nanã. Salve Senhora Santa Ana!

Por Pai Alex d'Oxalá


Oração a Santa Ana, Mãe de Maria Santíssima

Oh, tu que não és bendita entre todas as mulheres,

Mas que geraste aquela que é;

Tu que és, plenamente, uma de nós, irmã de nossas misérias e partícipe de nossas humilhações,

Estéril, cujo nome nos chega, entre as brumas da lenda,

Tu que alcançaste aquela que alcançou graça diante de Deus,

Fonte da fonte e mãe da Mãe que nos foi dada,

Roga por nós e pelos pobres frutos de nossos ventres,

Doces e amargos frutos que, como tu, queremos dar a Deus.

Tu que guiaste a que foi guia do Caminho,

Indica-nos a via.

Tu que ensinaste a que foi mestra daquele que é a Verdade,

Ensina-nos a ensiná-los.

Tu que deste à luz a Mãe da Vida,

Mostra-nos como gerá-los para a vida eterna.

Amém.


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Como Morreram os apóstolos de Jesus?


"Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me." (Mateus 16:24) "Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome."(Mateus 24:9) 

Veja neste post, como foi a morte de cada discípulo que serviu a Jesus Cristo

ANDRÉ
Foi discípulo de João Batista, de quem ouviu a seguinte afirmação sobre Jesus:“Eis aqui o Cordeiro de Deus”. André comunicou as boas notícias ao seu irmão Simão Pedro: “Achamos o Messias” (João 1.35-42; Mateus 10.2). O lugar do seu martírio foi em Acaia (província romana que, com a Macedônia, formava a Grécia). Diz a tradição que ele foi amarrado a uma cruz em forma de xis (não foi pregado) para que seu sofrimento se prolongasse.

BARTOLOMEU
Tem sido identificado com Natanael. Natural de Caná de Galiléia. Recebeu de Jesus uma palavra edificante: “Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo” (Mateus 10.3; João 1.45-47) Exerceu seu ministério na Anatólia, Etiópia, Armênia, Índia e Mesopotâmia, pregando e ensinando. Foi esfolado vivo e crucificado de cabeça para baixo. Outros dizem que teria sido golpeado até a morte.

FILIPE
Natural de Betsaida, cidade de André e Pedro. Um dos primeiros a ser chamado por Jesus, a quem trouxe seu amigo Natanael (João 1.43-46). Diz-se que pregou na Frigia e morreu como mártir em Hierápolis.

JOÃO
O apóstolo que recebeu de Jesus a missão de cuidar de Maria. “O discípulo que Jesus amava” (João 13.23). Pescador, filho de Zebedeu (Mateus 4.21) o único que permaneceu perto da cruz (João 19.26-27). O primeiro a crer na ressurreição de Cristo (João 20.1-10). A tradição relata que João residiu na região de Éfeso, onde fundou várias igrejas. Na ilha de Patmos, no mar Egeu, para onde foi desterrado, teve as visões referidas no Apocalipse (Apocalipse 1.9). Após sua libertação teria retornado a Éfeso. Teve morte natural com idade de 100 anos.

JUDAS TADEU
Foi quem, na última ceia, perguntou a Jesus: "Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo?" (João 14:22-23). Nada se sabe da vida de Judas Tadeu depois da ascensão de Jesus. Diz a tradição que pregou o Evangelho na Mesopotâmia, Edessa, Arábia, Síria e também na Pérsia, onde foi martirizado juntamente com Simão, o Zelote.

JUDAS ISCARIOTES
Filho de Simão, traiu a Jesus por trinta peças de prata, enforcando-se em seguida. (Mateus 26:14-16; 27:3-5).

MATEUS
Filho de Alfeu, e também chamado de Levi. Cobrador de impostos nos domínios de Herodes Antipas, em Cafarnaum (Marcos 2.14; Mateus 9.9-13; 10.3; Atos 1.13). Percorreu a Judéia, Etiópia e Pérsia, pregando e ensinando. Há várias versões sobre a sua morte. Teria morrido como mártir na Etiópia.

MATIAS
Escolhido para substituir Judas Iscariotes (Atos 1.15-26). Diz-se que exerceu seu ministério na Judéia e Macedônia. Teria sido martirizado na Etiópia.

PAULO
Israelita da tribo de Benjamim (Filipenses 3.5). Natural de Tarso, na Cilícia (hoje Turquia). Nome romano de Saulo, o Apóstolo dos Gentios. De perseguidor de cristãos, passou a pregador do evangelho e perseguido. Realizou três grandes viagens missionárias e fundou várias igrejas. Segundo a tradição, decapitado em Roma, nos tempos de Nero, no ano 67 ou 70 (Atos 8.3; 13.9; 23.6; 13-20).

PEDRO
Pescador, natural de Betsaida. Confessou que Jesus era “o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16.16). Foi testemunha da Transfiguração (Mateus 17.1-4).
Seu primeiro sermão foi no dia de Pentecostes. Segunda a tradição, sua crucifixão verificou-se entre os anos 64 e 67, em Roma, por ordem de Nero.
Pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por achar-se indigno de morrer na mesma posição de Cristo.

SIMÃO, O Zelote
Dos seus atos como apóstolo nada se sabe. Está incluído na lista dos doze, em Mateus 10.4, Marcos 3.18, Lucas 6.15 e Atos 1.13. Julga-se que morreu crucificado.

TIAGO, O MAIOR
Filho de Zebedeu, irmão do também apóstolo João. Natural de Betsaida da Galiléia, o pescador (Mateus 4.21; 10.2). Por ordem de Herodes Agripa, foi preso e decapitado em Jerusalém, entre os anos 42 e 44.

TIAGO, O MENOR
Filho de Alfeu (Mateus 10.3). Missionário na Palestina e no Egito. Segundo a tradição, martirizado provavelmente no ano 62.

TOMÉ
Só acreditou na ressurreição de Jesus depois que viu as marcas da crucificação (João 20.25). Segundo a tradição, sua obra de evangelização se estendeu à Pérsia (Pártia) e Índia. Consta que seu martírio se deu por ordem do rei de Milapura, na cidade indiana de Madras, no ano 53 da era cristã.


Médium - O Espelho da Verdade


Desde que o homem, decide, de livre e espontânea vontade ser um Instrumento de Deus, ele então recebe de Deus, um contingente de seres altamente espirituais capazes de, por seu intermédio, realizar “milagres”.

Quando tal homem percebe-se cercado de dons, e decide usá-los em benefício de terceiros, ele é quem será o primeiro beneficiário, receberá conhecimento que o ajudará a entender certos compromissos a cumprir, bem como entender certas coisas que lhe acontecem, ele sempre será o mais beneficiado, dele vem a “água”.

Não basta para nós que o médium seja bom, ou isso ou aquilo, queremos que todos sejam beneficiados, para tal, o médium, ou profeta de Deus deve se esvaziar de si mesmo e encher-se de DEUS. Tudo isto pensando no benefício de terceiros... Para isto é preciso que tal profeta se harmonize, deixe-se fluir, não duvide ou tenha culpas de faltas passadas. Deve ele se entregar de corpo e alma a ser um Instrumento de Deus pensando sempre no benefício de terceiros.

Não se questione de nada, apenas se entregue, esvazie-se deste algo que para nada te serve, este eu mesquinho que lhe causa danos, absorva-se em Deus. Não se sacrifique de nenhuma forma, apenas obedeça os desígnios divinos de sua vida.

Daí então, torna-se tal homem ou mulher, um Guru, um Guia, um pastor e a humanidade se vê neste espelho da verdade, que é apenas um reflexo de Deus.


Passo a Passo

A diferença entre o santo e o homem comum é esta: O santo caminhou! Decidiu amar por amar, decidiu ser e fazer diferença, quando este quis satisfazer-se de prazeres encontrou dor, quando este quis satisfazer-se de riquezas, superabundou em prejuízos, quando quis aparecer, conquistou o ódio dos demais, privou-se e viu-se rodeado de tristeza profunda, então, entendeu este Homem que nasceu... diferente, percebeu que podia ir mais além, fez-se chacota entre os seus, virou motivo de risadas e desprezos. Ele entendeu o que era a vida.


Curtiu então essa nova luz, e foi-se, no caminho, ele encontrou pedras e espinhos que vieram dele mesmo, sabe, é como percebe-se que o mal que nos cerca na verdade partiu de nós mesmos, o peso da “cruz” somos nós mesmos, a dor, é na verdade o ódio que sentimos de alguém que não queremos perdoar, a tristeza é, na verdade, o nosso reflexo, o que vêem em nós, por isso desanimamos, achamos que a vida é dura por causa dos outros, quando na verdade é por nossa causa mesmo, se nós pararmos para refletir um pouco sobre nossas vidas, na verdade, não estamos PARANDO, estamos sim, andando.

Aí então, visualiza-se mais um santo de Deus, que parou, pensou e disse: “Deus, a partir de hoje, serei nova criatura”.

Depois disso feito e compreendido, torna-se a pessoa um ser diferente, um deus, um anjo, uma Luz!

Sendo Assim um Espelho da Verdade. Saravá!


Por Marcos Paulo

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Mediunidade na Infância



A mediunidade nos primeiros anos de vida, sempre foi mais evidente. A explicação mais simples está entre a ligação do corpo físico e espiritual que nesta fase encontra-se mais flexível. Ou seja, a criança vê, ouve e conversa com espíritos desencarnados que estão próximos, e que os adultos não são capazes de perceber.

Pessoas desavisadas atribuem tal fato a imaginação fértil, e logo passam a ignorá-las ou deixando as crianças falarem sozinhas, e tal atitude pode acarretar sérios problemas psicológicos no futuro dessas crianças.

A atitude correta neste caso é:

- Agir com senso crítico, perguntando, estimulando as crianças a descreverem seus diálogos e o que viram, dando-lhes crédito, para posteriormente buscar ajuda adequada quando se fizer necessário.

- Toda criança deve ser tratada com respeito e carinho. Não a agrida, não brigue, escute!

Se nossos filhos estão com medo de dormir, é hora de revermos nossas atitudes e nossa reforma íntima, pois no caso da mediunidade – da vidência infantil, do terror noturno, muitas vezes é gerado pelos modos de pensar e de agir, dos adultos (pais e familiares) que habitam a casa.

Agora, se a manifestação da criança for equilibrada e espontânea, devemos aceitar este dom com naturalidade, e jamais querer colocar a criança em trabalho mediúnico, pois ainda ela não está preparada para tal, seu organismo ainda está em formação e pode acarretar em fortes abalos.

Com o passar do tempo, esses sintomas podem diminuir até que a normalidade se estabeleça, à espera do momento apropriado para o correto desenvolvimento e exercício da mediunidade. E neste caso, devemos encaminhar nossas crianças para um Templo de Umbanda ou Centro Espírita, nos quais forneçam o conhecimento doutrinário, que possam amparar e esclarecer, tanto as crianças quanto seus familiares.

Fonte: Boletim do Núcleo Mata Verde 09/2010.
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